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  • Baile da Vogue 2024: Os looks que eu mais Amei

    Na noite deste sábado (03 de Fevereiro) aconteceu o tão icônico Baile da Vogue, que pelo quarto ano seguido, aconteceu no Copacabana Palace (nos anos anteriores a estes, a festa acontecia em São Paulo. O Baile da Vogue vem com a promessa de ser um baile de carnaval e todo ano traz um tema novo, me lembrando muito os antigos bailes de Carnaval, onde era tudo muito chique e só para a alta sociedade, com baile de máscaras e afins, porém, voltado muito para a moda e criatividade, uma vez que o tema vem com looks absurdos, fantasias criativas, referências muito bem pensadas, trazendo o verdadeiro significado de arte e moda: absurdos criativos e expressivos. O tema deste ano foi Galáctika, onde a proposta eram referências cósmicas, retrofuturistas, estelares e estratosféricas, que foram jogadas muito boas tendo a marca de Star Wars como um dos patrocinadores! Ou seja, em questões de moda, esperava-se muito brilho, paetê, metalizados e alusões ao espaço. A própria Vogue soltou matérias muito legais com referências de looks, maquiagens e até uma pequena lista de filmes e séries que condizem com o tema deste ano (e são filmes/séries que o Godê claramente indicaria aos nossos leitores). Como esse tema e estética são os meus favoritos, vim aqui mostrar e falar um pouquinho sobre os looks que mais me chamaram a atenção. Bianca Dellafancy como Etevaldo É simplesmente impossível começar essa lista sem ser com a Dellafancy. Bianca Dellafancy é uma drag queen, modelo, apresentadora e influenciadora, dona do canal “Tá Bom Pra Você?” no Youtube e do Podcast “Quanto Vale essa História?”. No look inspirado em Etevaldo, personagem que era um alienígena no Castelo Rá-Tim-Bum e interpretado pelo ator Wagner Bello, Bianca usa um vestido longo em um tom bem rosa-choque, um corpete dourado, braceletes prateados e luvas azul-escuro, que combinam com seu cabelo que imitam o capacete de Etevaldo e maquiagem degradê com rosa e amarelo, que imitam o tom da pele do personagem, tudo de maneira lúdica (como era a série/desenho) e mesmo assim muito moderno. A ideia de se inspirar no alienígena mais querido por tantos brasileiros veio com várias justificativas simbólicas e tocantes: Em 2024, tanto a estreia da série quanto a morte do ator completam 30 anos. Wagner Bello infelizmente faleceu aos seus 29 anos, como uma das tantas vítimas da Aids, antes de conseguir gravar sua última cena no Castelo, uma vez que já se via rendido às complicações da doença. Pesquisando um pouco sobre a carreira dele e sua personalidade, é perceptível o quanto Bello amava o que fazia e adorava estar voltado ao público infantil. Gloria Groove como a Xuxinha Ainda como referência aos conteúdos infantis próprios do Brasil, Gloria Groove veio como outro ícone: quem nunca quis ser um dos baixinhos que iam na nave espacial com a Xuxa?? A cantora e drag queen veio com algo que remete muito ao robótico e infantil, usando um capacete cor-de-rosa com detalhes de um cabelo loiro, preso em dois rabos de cavalo (por isso me lembra a Xuxinha), um vestido listrado em vermelho e amarelo, com ombreiras, uma espécie de corpete (eu acho) e detalhes nas pontas em rosa com desenho de boca em vermelho, usando braceletes (o que aparentemente está muito em alta) rosa e luvas vermelhas. Nos pés, usa botas de altas também cor-de-rosa e meias da mesma cor, todo esse look com detalhes de led. As cores me lembraram muito o álbum “Circo” da Xuxa e me trouxe aquela sensação nostálgica porque 1- eu amava todos os DVDs da Xuxa e 2- eu tinha uma boneca da Xuxinha que falava e, na época, aquela boneca parecia enorme e pesada, dava para levar um amiguinho direto para o hospital se acertasse aquela boneca na cabeça de alguém. Apesar de me remeter ao “Circo”, nada mais espacial do que os álbuns do XSPB e tudo que essa época gostosa remete. Sasha Meneghel de… Xuxa Meneghel! Quem melhor para retratar a Xuxa do que a filha dela? Pois bem, Sasha recriou um icônico look de sua mãe no filme “A Princesa Xuxa e os Trapalhões”, de 1989. Tanto o look da Xuxa quanto o da Sasha são compostos por corpete todo prateado com uma longa saia azul-escura, que combina com as luvas sem dedo da mesma cor. Além disso, o look é composto por alguns acessórios em degradê vermelho, azul e branco. Camilla de Lucas como o BIG BANG Chegando finalmente às referências ao Espaço, Camilla de Lucas, ex BBB, veio em um look totalmente diferentão e assimétrico (que é exatamente o que o Universo é). Camilla usa vários “balões” em tons roxo, azul e prata como vestido, o final do vestido traz balões pequenos e seu início traz balões maiores, remetendo ao BIG BANG, a expansão do universo e suas cores. Para dar mais destaque, ela usa meias finas e um par se saltos, ambos na cor preta, assim como suas longas luvas. Thelma Assis como a Aurora Boreal Que abusoooooo de look, como é que pode!? Thelma foi vencedora do BBB20 e desde sua entrada na mídia, entrega muitos looks e simpatia e, para seu look do Baile da Vogue, Thelminha inspirou-se no fenômeno da Aurora Boreal e todo o jogo de cores e efeitos holográficos ficaram um arraso único. No look da linda, ela usa um conjunto de regata com gola alta, saia longa com duas faixas ligadas aos seus pulsos e um chapéu em forma de laço, todos brancos e cobertos por lantejoulas que dão seu efeito holográfico. Para um toque ainda mais condizente com sua inspiração, em seu chapéu estão alguns tecidos de tule nas cores azul, roxo e verde, o tecido se estende como um longo e grandioso véu. Urias como a Deusa Nut A cantora Urias primeiramente me remeteu a apenas um céu estrelado, mas depois de um pouco de pesquisa, descobri que é bem mais que isso. Urias vem inspirada na Deusa Nut. Nut é a deusa do céu na mitologia egípcia, dada como a mãe dos corpos celestes e em pinturas que retratam a deus, ela tem o corpo azul e cheio de estrelas… Assim como o “look” de Urias. O “look” na verdade é uma pintura corporal. Urias foi totalmente azul-celeste ao evento, com várias estrelas (que eu não vou saber dizer se estavam coladas ou pintadas) muito brilhantes espalhadas por seu corpo. Ela também usa uma peruca lisa, preta e com franja, além de um véu com o mesmo tom de azul que seu corpo está pintado. Seus olhos tem uma maquiagem branca em contraste com tanto azul. Erika Hilton em seu renascimento A maravilhosa deputada Erika Hilton, a Beyoncé do nosso país, foi (como ela mesma colocou em seu post no Instagram) totalmente renascida. Inspirada na estética do álbum Renaissance da cantora Beyoncé, Erika trouxe um look “simples” porém luxuoso e elegante. A deputada veste um top feito de pedrinhas de strass e correntinhas, com duas estrelas prateadas tampando os seios, uma saia longa e um pouco bufante também prata, composta por cetim de seda com paetê. Seu cabelo está platinado e sua maquiagem traz um esfumado preto/cinza com muito brilho, combinando muito com seu look escolhido. Blogueirinha como uma Supergigante Vermelha A melhor do mundo não brincou em seu look para o evento. Blogueirinha fugiu um pouco da paleta e se inspirou para seu look nas Supergigantes Vermelhas: as maiores estrelas do nosso Universo em questão de volume e luminosidade. Ela usou um longo vestido em um vermelho vivo com brilhos do mesmo tom espelhados no vestido e cabelo. Na parte da cintura, usa um “cinto” com vários círculos envolvidos ao seu redor, retratando as ondas de calor. usou luvas também vermelhas e anéis e brincos em um tom prata. Dakota Johnson como Madame Teia A convidada mais inesperada da noite veio promovendo a estreia de “Madame Teia”, novo filme da Marvel estrelado por Dakota. Seu look trouxe uma estética de madame… com teias de aranha feitas com strass. Um vestido preto transparente com strass que imitavam as teias e um “véu” (sem tecido) com a mesma proposta e brilho. Rita Carreira como o Sol da Meia-noite. A modelo não pode ser mais icônica com a referência que trouxe em seu look. O fenômeno do Sol da meia-noite ocorre quando o eixo da Terra em relação ao Sol se inclina de um lado e depois do outro, fazendo com que a noite praticamente deixe de existir. Por isso a escolha do dourado com preto torna-se muito bem elaborada. A modelo usa um vestido longo com o busto pontudo e ao final do vestido em uma forma bufante. Tanto a parte de cima quanto as luvas (também pretas) vem com detalhes em dourado, tal como se o sol estivesse tentando aparecer em meio a noite. Jojo Toddynho Não é preciso ir nem um pouco longe para saber que eu ADORO Saturno, então não tinha como não comentar sobre o look da cantora inspirado no planeta (ou em mim né, interpretem como quiser). Jojo usou um lindo vestido tomara que caia e com uma fenda na perna, com uma mistura de prata, dourado e tons de marrom (tudo com muito paetê), uma “capa” em um tom claro de marrom e um chapéu sem forro, apenas o arco remetendo aos anéis de Saturno. Bertha Sales como Ziggy Stardust Inspirada em um dos mais icônicos personagens de David Bowie, a influencer trouxe uma referência pensada por poucos, mas muito bem lembrada! A influencer usa uma peruca laranja penteada para trás, a maquiagem remetendo a maquiagem que Bowie utilizou em Ziggy Stardust, um corpete preto com detalhes em strass prata e uma “segunda pele” em preto transparente. Não é exatamente uma recriação (tanto que ela foi bem zoada por quem achou que estava era de caipora) do icônico alien do cantor, mas foi a referência mais bem usada. Outras pessoas usaram os looks do cantor nessa fase como referência, mas esqueceram que David Bowie era ousado, absurdo e criativo, e acabaram por usar muito do normal, moderno e padrão. Malu Borges como uma Supernova HELLOOOOOOOO! O look finaaaaal ficou simplesmente autêntico e perfeito, muito Malu Borges. A nova estrela do mundo da moda usou uma grande “segunda pele” com muito brilho, paetê, strass e tudo que vocês consigam imaginar que brilha, com uma saia preta, seu cabelo foi coberto por uma “touca” totalmente brilhosa e a peça chave do seu “lookinho” foi uma “peça” que BRILHAVA com luzes roxas e que deixava uma estrela bem no meio de seu peito, tornando-a uma supernova. Gaby Amarantos como a Nave-Mãe Esse look aqui vale muito mais do que R$1,99 viu!? A cantora usou um look todo prateado, com uma bota de cano longo e salto, um corpete com mangas e ombreiras e, como saia, uma nave espacial que girava, brilhava, soltava fumacinha, fazia tudo que vocês imaginam. Deborah Secco como uma Alienígena BR Deborah Secco não brinca quando o assunto é Baile da Vogue. Esse ano, a atriz inspirou-se no retrofuturismo e veio como um E.T Me remete um alien BR porque, além de sua pintura corporal verde que também esconde seu cabelo, remetendo a imagem que temos do que é um alien, ela usa várias pulseiras grandes, muitos brincos, uma saia branca com spikes que se destacam com sua pintura corporal, uma body chain, um “cropped” que destaca seios com piercings, grandes unhas cor-de-rosa e uma peça chave no seu look: seu bebê alienígena no carrinho indo com ela para o baile. Fora o storytelling que veio com esse look: simplesmente ela na praia com o carrinho e esse look icônico. Querem algo mais brasileiro que isso? Mari Maria como Princesa Leia Queria fechar essa lista com o look que mais gostei e esse aqui competiu muito com o da Malu Borges, mas aqui, Mari Maria tocou em um tópico muito sensível para mim: Star Wars. A blogueira e dona da marca de maquiagens Mari Maria Makeup trouxe o que seria uma releitura atual da icônica Princesa Leia. Muitos outros artistas fizeram referência à saga Star Wars, mas a Mari me ganhou no seu uso de brilho, clássico e como ela conseguiu usar bem o penteado da personagem com tudo isso. A blogueira usa o clássico penteado da personagem e um vestido longo e de mangas também longas, todo coberto por um brilho que reluziu cores em uma medida certa, o vestido tem uma linda abertura e o detalhe faz parecer que ela usa uma capa. Simples, chique e nerd. O evento tinha muita gente e uma matéria comentando cada look iria ficar quase infinita! Por isso separei aqui meus looks favoritos dessa noite icônica e ficarei curiosa para saber os favoritos de vocês! No site da Vogue tem uma matéria com todos os convidados credenciados no Baile, vocês conseguem ver o nome de todo mundo e procurar outros looks icônicos! Arte da Capa por: Zatara e fotos do site da VOGUE Brasil

  • Um ano de encher a estante.

    Sempre tive vontade de fazer essas retrospectivas do que li porque em um ano leio muita coisa e sempre quero compartilhar essas leituras com alguém… E agora eu tenho vocês aqui no Godê, então… Acompanhem aqui um pouquinho sobre todos os livros que li em 2023 :) alguns livros não estão aqui porque já têm resenhas separadas aqui no site, irei listar e falarei bem por cima deles no vídeo que pretendo fazer e se quiserem ver as resenhas completas, é só procurar aqui no site (são os livros: Astronauta: Integral, Tartarugas até lá Embaixo, O Teorema de Katharine, Antropoceno e Will & Will) ●     Sandman: volumes 11 e 12 Isso não é um quadrinho, é uma experiência! Li todos os outros volumes em 2022 e mesmo assim continuo querendo cada vez mais. Contudo, sou suspeita de falar sobre Sandman, uma vez que me importo muito com: 1- a história do livro; 2- o livro e 3- a história do livro comigo. Sandman foi uma indicação (lê-se intimação) do Zatara no nosso primeiro encontro, onde o encontro inteiro, que era para conhecermos mais um do outro, eu acabei conhecendo tudo sobre Sandman porque comentei que gostava muito de HQs e sim, acreditava em sonhos. É um quadrinho fácil de entender se você é aquele leitor que mergulha dentro das histórias e consegue ver cada canto do quadrinho: a escrita, a ilustração, detalhes de margem, títulos e afins. Sinto que se você perde as referências ou os detalhes do desenho, não vai pegar toda a emoção presente. É também uma boa leitura para refletir sobre você, o universo ao seu redor e como as coisas acontecem, ainda mais se você, assim como eu, se pergunta muito porque sentimos tantas coisas, por que as coisas acabam e por que acreditar em sonhos, por que eles parecem tão reais. É um universo completo e muito legal de conhecer, senti em todas as edições que eu era uma criança lendo contos de fada que pra mim sempre são tão reais. Com 5 estrelas para essa leitura, termino minha “análise” aqui porque acho que, para se aprofundar em Sandman, jamais poderei fazer sozinha, Zatara precisa dissertar comigo sobre. ●     Tina: Respeito Entrei em um hiperfoco que consiste em colecionar Graphics MSP e como uma jornalista apaixonada, jamais poderia não ter essa graphic na minha estante. Tina: Respeito, da Fefê Torquato, conta sobre a Tina (gente, pelo amor do santo que vocês acreditam, se vocês não sabem quem é a Tina, procurem urgente, Maurício acertou muito na criação dessa hippie) realizando seu sonho de jornalista recém formada: trabalhar em uma redação e os vários problemas que a vida adulta traz junto de seu sonho. Não sei se eu conseguiria me identificar menos logo com esse quadrinho tão real, porque acredito que isso acontece muito com novos adultos, principalmente mulheres: você cresce com um sonho, um planejamento, vontades, gostos… E você precisa guardar tudo isso, tomar uma personalidade completamente no modo sobrevivência só porque você é uma mulher e, se você não fizer isso, o mundo te derruba. Pouco se fala sobre esse assunto (infelizmente) e eu poderia dizer que ela passa por isso porque escolheu “uma profissão predominantemente masculina” mas seria uma grande mentira! Afinal, qual profissão (daquelas que não implicam em trabalhos de educação e cuidado) não está dominada por homens? E o pior de tudo isso é: Porque eles não conseguem ficar tranquilos e passíveis em um mesmo ambiente que mulheres? Isso é bizarro. Veja bem, a Tina, assim como muitas mulheres, só queria trabalhar em paz na sua profissão, mostrar seu talento naquilo que ela gosta, pagar as contas da sua casa tranquila e viver, mas aí ela precisa ativar todo um modo sobrevivência, que consiste em precisar provar toda hora que ela é forte, que tem capacidade (sendo que, se ela não tivesse capacidade, sabemos que ela nem teria se formado em jornalismo), precisar falar antes ou mais alto se não vão cortar a sua fala ou roubar sua idade, precisar ser autoritária, falar mais séria e ser lida como grossa… Porque tem um homem enchendo o saco dela e isso, na visão do resto do mundo corporativo, anula todas as 87 qualificações que ela tem. Sinceramente, quantas vezes vocês viram um homem precisar se dobrar em 30 pra ser dito como minimamente bom em sua profissão? É uma leitura muito mais que necessária, com uma arte maravilhosa (eu adoro pinturas em aquarela) e um assunto complexo, porém que, com mais respeito, pode ser resolvido. ●     Daisy Jones & The Six Acredito que posso colocar esse aqui como o meu livro favorito do ano! Não sabia que Taylor Jenkins Reid iria me proporcionar uma obsessão no mesmo patamar de Evelyn Hugo. Daisy Jones & The six conta (muito por cima para não dar spoilers) sobre uma grande banda de rock, uma grande cantora de rock, fofocas e como esses astros também tem uma vida… Tudo isso com muito rock. O melhor é ver como Daisy Jones & The Six se tornou tão real, com disco, série, indicação ao Grammy… Que era algo que eu sentia muita falta, aquela coisa de acompanhar uma banda de rock e viver algo que não é da minha geração, como ter fitas e discos de uma banda, pensar na possibilidade de um show (ainda sonho com isso). É uma leitura divertida e intrigante, Taylor Jenkins Reid sabe como escrever sobre a fama. Além de prender o leitor do começo ao fim, é um romance sincero (falo da história, não dos personagens, é cada falsidade que chega a ser engraçado) que conta sobre amadurecimento é que a consequência disso é fazer o que é certo e não o que nós queremos. ●     Mordida O quadrinho mais fofo do universo inteiro! É um compilado de tirinhas fofas de um romance entre uma vampira e um lobisomem. Eu gostei de como ele é fofo, divertido (eu adoro humor irônico e sarcástico)  e leve. É fácil de ler e todas as ilustrações são uma graça, além do charme que é a capa. ●     Almanaque Heartstopper Acredito que esse livro é mais um “item de colecionador” de Heartstopper e eu particularmente sou uma grande fã dessa história tão maravilhosa. E se você também é fã do casal mais gay dos quadrinhos, esse almanaque será um daqueles abraços gostosos, porque é totalmente aquilo que você sente quando lia uma matéria do seu filme favorito na revista da Capricho. ●     Nick e Charlie Ainda sobre Heartstopper, se você amou os quadrinhos, vai chorar a cada 5 páginas deste livro sobre o casal principal. Para dar um contexto, Nick está indo para a faculdade e Charlie vai começar o último ano do ensino médio e isso tem tudo para distanciar os dois, um namoro a distância pode ser bem complicado. Não é uma leitura sobre dependência emocional (como já vi muitas pessoas citando sobre Heartstopper), mas sim sobre inseguranças. Charlie tem muito medo de ser substituído, de ser esquecido e um medo mais absurdo ainda de tudo simplesmente dar errado e todas essas possibilidades que ele imagina constantemente fazem ele se afastar do Nick sem nem perceber. Sinceramente, eu entendo muito o Charlie, quando se passa por muitas situações ruins, é muito difícil aceitar um amor genuíno e saudável. O livro mostra que, quando nos permitimos viver as coisas boas acreditando que merecemos, tudo se torna bom e leve, além de ensinar que amar também é deixar a pessoa livre para viver suas próprias experiências. ●     O Pequeno Príncipe Vejam bem, acredito que nesta altura do campeonato, ninguém mais precisa de uma resenha sobre O Pequeno Príncipe, então, em um geral, é um livro muito marcante para mim porque demorei muito tempo para ler, minha vó me deu um exemplar quando eu era muito nova, na primeira vez que me levou a Bienal do Livro e minha mãe a perdeu, então nunca ganhei outra edição e nem podia comprar uma nova. No ano passado, Zatara me deu uma edição linda em capa dura, no nosso aniversário de 1 ano e eu pude ler de fato o livro inteiro (mesmo meio que sabendo de tudo). É quase uma leitura obrigatória, não só por ser clássico, mas porque é boa e tem um fictício muito verdadeiro. ●     A Solidão dos Números Primos Eu li esse livro quando estava no primeiro ano do ensino médio, mas não porque escolhi ele e sim porque ele me escolheu. Meus amigos entraram em uma tentativa de entender porque eu leio tanto, então todo mundo pegou um livro na biblioteca. Mas as semanas iam se passando e todo dia eu via esse livro intacto na mochila do meu colega, o título e a capa me intrigava muito, achava diferente e, com muita revolta sobre ninguém estar apreciando essa obra, peguei da bolsa dele e falei que ia ler, depois eu devolvia na biblioteca, ele disse que pegou o livro porque achava que era algo sobre matemática. Contudo, a matemática é uma mera metáfora amorosa nesta obra gigantesca de maravilhosa. Eu lia cada página maravilhada de como alguém tão ruim (eu posso falar isso, ele não é mais meu amigo) tinha achado um livro tão bom. É um livro triste, revoltante, por vezes me deu um pouco de medo pela estética que imaginei para ele, mas você entende o porque de todas essas emoções e porque ele é tão corajoso na forma que é escrito, nada é censurado, escondido ou falado de forma poética, ele é… sério, por isso é um tapa na cara que você aceita levar pelo menos umas 3 vezes. No final daquele ano, fui quase cercada pra devolver aquele livro para a escola porque eu não queria! Devolvi a muito custo, mas nunca mais achei ele em lugar nenhum. No ano passado, fui feliz como nunca no meu aniversário porque achei um exemplar dele e me dei de presente, hoje eu tenho o meu livro favorito se exibindo na minha estante. ●     Mooncakes Fui completamente coagida a comprar essa HQ depois de ver um vídeo de uma moça dizendo que ele cheirava a cupcakes e que o cheiro nunca saía. A história é sobre uma bruxinha apaixonada por uma lobo não-binária e, enquanto elas estão destruindo uma força do mal que paira sobre o local que a bruxinha mora com sua avó, estão tentando assumir que se amam. Uma coisa que me faz amar esse quadrinho é que ele não gira em torno do “se assumir” homossexual, elas apenas são o que são, ninguém tem nada a ver com isso e todos sabem que não tem nada para assumir ou virar, é algo delas. Existem outras cobranças e responsabilidades do que se preocupar com o gênero que outra pessoa se apaixona. Fora que é um quadrinho super inclusivo não só sobre linguagem e gênero, mas também sobre deficiências, gostos e diversidade. ●     X-Men: Deus ama, o Homem Mata Galera, que baque é esse quadrinho! Lembro que, quando terminei de ler, fiquei dois dias sem reação e em completo silêncio, lembro até que na mesma semana, saiu uma notícia mega parecida com a história e foi bizarro. É um quadrinho tão forte porque a história não é impossível, na verdade é muito fácil ver uma situação daquelas acontecendo no mundo real. ●     Turma da Mônica: Integral Toda vez que olho para esse integral na minha estante, um sentimento inexplicavelmente bom me invade. Eu sempre fui fã e quase uma colecionadora da Turma da Mônica, queria tudo que era da turminha e quando vi a graphic de Lições nas propagandas dos gibis não foi diferente, falava toda hora que “aquele gibi eu não tinha e nem chegava na assinatura, precisava comprar” e meu avô me convenceu, de alguma forma, que aquele “livro” não era da Turma da Mônica. Desde então, me desliguei da ideia de ter aquele gibi, me lembrando sempre de que eu não podia ter um daquele porque era muito caro.. Até o Zatara aparecer decidindo realizar todos os meus sonhos. Ela não foi a minha primeira graphic, mas para mim, é a mais importante. Além de serem histórias lindas sobre amizade e muito engraçadas de ler, existem várias referências sobre todo o universo do Mauricio de Sousa e nem sei se consegui pegar todas! Eu sou apaixonada pelos traços e cores de Vittor e da Lu Caffagi desde pequena! É um desenho fofo e que retrata muito bem a imagem de infância, deixando tudo mais bonito e divertido. Essa edição vai além das memórias, ela chega até os sentimentos e traz toda a serotonina do mundo! ●     O Guia do Mochileiro das Galáxias Confesso que terminei essa saga na base do ódio, porque achei a leitura muito maçante e pacata, mas, no final das contas, é uma boa história. Pode ser que eu pense assim porque não é o tipo de livro que costumo ler (a vontade surgiu quando via anúncios da Comic Con com muitas referências a esse livro e não entendia nada), mas alguns estereótipos chatos foram deixando a leitura bem decepcionante pra mim porque comecei a focar muito nisso e não nas coisas engraçadas e coincidências irônicas e a crítica que a história traz. É uma história engraçada, interessante apesar de que, se você for chatinho como eu sou, vai ler muitas coisas com o pensamento de “puta que pariu, eu não aguento mais ouvir os problemas desse homem, eu não aguento mais saber que vou passar 5 volumes vendo o Universo, a vida e tudo mais na visão de um homem, antes fosse visto por um extraterrestre, uma mulher chata, mas na visão do Arthur, um claro homem padrão, está sendo torturante.” Como eu nunca vi resumos e nem resenhas que realmente explicam o Guia, não vai ser aqui que isso vai acontecer porque é uma história com muitas referências únicas e que sim, precisa ler os 5 volumes com todo cuidado e tempo do mundo para entender o final da história. Se você se desprender um pouco da vida do Arthur (como ele também deveria fazer) se torna um livro bem legal. A única nota que posso dar sobre o Guia é: a instrução da toalha é muito real, gente, levem isso pra vida. ●     Amêndoas QUE LIVRO MARAVILHOSO! Li completamente influenciada pelo Yoongi e li em dois dias a muito custo porque não queria que ele acabasse. Amêndoas conta sobre a dura vida de um garoto que nasceu com uma condição neurológica: existe uma estrutura específica que nasceu e se desenvolveu menor e mais lento do que geralmente acontece, assim se assemelhando muito a amêndoas.Esta condição incapacita ele de identificar ou expressar sentimentos. Isso mesmo que você leu, ele vive sem emoções, ele não sabe sentir dor, tristeza, amor, medo, felicidade, absolutamente nada porque ele não entende como fazer isso e tipo, as pessoas simplesmente não sabem que ele tem essa condição, porque vem aquele preconceito horrendo com qualquer coisa que seja fora do padrão. É muito angustiante estar em uma situação em que você não entende o que está acontecendo, por que as pessoas estão rindo ou estão chorando, é vergonhoso ser a piada da sala e não saber que é a piada da sala, é difícil tentar acolher uma pessoa que você não faz ideia do que ela está sentindo, ver uma pessoa brava (ainda mais com você) e não saber o que aconteceu exatamente pra que ela ficasse assim, é chato ser a única pessoa da roda que não riu da piada porque não entendeu qual a graça. Agora imagine viver isso diariamente, se tomando de uma culpa que você não sabe o motivo e ver que as pessoas fazem isso sem saber das suas limitações, elas só são más por natureza… E você também não entende quando as pessoas estão sendo maldosas e vão te machucar. É uma história que você chora no começo e no final você fica igual no começo. Você percebe a maldade não só das pessoas, mas também a da vida, vê o quanto as coisas são injustas e que, na maioria das vezes, as pessoas mais puras e gentis, são as “diferentes” ●     A Cegueira Iminente de Billie Scott Esse quadrinho foi adquirido aos 45 segundos do segundo tempo na PocCon, no único momento em que Zatara me deixou sozinha, dando espaço para um vendedor perguntar se eu gostava de arte. Billie Scott é uma artista muito foda, que finalmente teve a oportunidade de expor sua arte ao público em uma exposição muito importante e, para tal evento, ela precisa fazer uma coleção de quadros exclusiva. Mas como a vida ama foder justo os artistas, Billie começa a perder a visão e precisa se virar para fazer os quadros. Nessa jornada, ela conhece pessoas e vive experiências incríveis, mostrando que a arte ultrapassa todos os limites existentes. É gostoso de ler e as ilustrações são maravilhosas, além de trazer bastante diversidade. ●     República 7 (vol. I e II) Li República 7 em um momento muito gostoso, em uma época em que uma amiga começava a ler (ou já tinha lido) uma fanfic, contava sobre como a história era muito boa e de repente todo o grupo estava lendo o mesmo livro e compartilhando as mesmas sensações, era melhor ainda quando a autora ainda estava publicando os capítulos e do nada, 4 horas da madrugada alguém mandava “FULANA ATUALIZOU A FIC!!” seguido de um link. Por mais que a Kello faça muitos romances, esse livro é sobre amizade, companheirismo e família (de todos os tipos). Mas já deixo avisado que, se você é uma pessoa que possui algum tipo de preconceito implantando nos seus princípios e não está aberto a discussões e/ou tem gatilhos com diversos assuntos delicados (como transtornos alimentares, drogas, mortes, abuso e outros), você deveria pensar bastante antes de ler República 7. As histórias da Kello não fazem muito o meu tipo de leitura, mas esse livro tem um espaço especial dentro do meu coração. Pode ser legal para aqueles que não gostam de fanfics, pois conta a história de 7 garotos que moram na República 7 e sobre como eles vão crescendo e evoluindo juntos, mostrando que, na maioria das vezes, ter um amigo é tudo que precisamos. Fora isso, deixo uma opinião minha sobre como essa é uma das capas com ilustrações mais bonitas que a Editora Euphoria possui e bem diagramado, que é um quesito que às vezes ela peca um pouco. ●     Sobre Todas as Bandas de Rock que eu não conhecia Antes de Conhecer você Essa aqui é a minha fanfic favorita e, para quem me acompanha nessa bolha, é meio difícil de acreditar porque não é um shipp que eu acompanho nas fics, mas tem um ponto que as fanfics jikook não tem e que é muito meu ponto fraco: Kim Taehyung protagonista galanteador e artista, que no livro é o charmoso Daniel. “Sobre Todas as Bandas de Rock” me traz uma sensação de familiaridade, porque se passa nos anos 2000 e, por mais que eu fosse uma criança, me faz lembrar de muitas coisas, como lembrar da minha mãe gravando CDs com compilados de músicas. Fora que trás duas coisas que eu também amo e entendo bem: Queen e Britney Spears. Eu senti TUDO que é possível sentir com esse livro: ri, chorei, me apaixonei, me irritei, passei uma semana sem ler quando chegou na parte triste porque não conseguia aceitar que aquilo estava acontecendo com o meu casal favorito e chorei horrores, tipo, os mais horrorosos choros possíveis lendo o final e percebendo a linha do tempo que se passa o livro quando no final a Amy Winehouse é citada. Eu choro até hoje se ler novamente ele dizendo que, se o Daniel vai lhe escrever uma enciclopédia do rock, então ele vai fazer o prefácio. É um daqueles livros que eu daria tudo pra apagar da minha memória e ter o prazer de ler de novo pela primeira vez, principalmente quando me lembro que foi aí que comecei a estudar sobre Jimi Hendrix e o Axis. ●     Turma da Mônica Jovem: Sombras do Passado Eu citei aqui que sou quase uma colecionadora quando se trata de Turma da Mônica e Sombras do Passado é o meu arco favorito de TMJ (muito mais do que Umbra) e li ele ainda no formato de gibi, lia de noite, sozinha na cozinha morrendo de medo e escondia ele na gaveta na hora de dormir porque a edição brilhava no escuro. Acontece que, quando estava para completar os 100 números da primeira série da TMJ, meus gibis sofreram um atentado, tal como o incêndio na biblioteca de Alexandria, que me fez perder TODOS os meus gibis e livros para a chuva ou roubo, desde então eu fiquei perdida sobre os quadrinhos da TMJ e nem comprei novos volumes… Até ver as edições de luxo com os arcos “clássicos”. Sempre tive muito medo de histórias de terror, mas me amarro em um mistério e histórias que se conectam, então todas as edições de terror na Turma da Mônica são um evento para mim, gosto de como até nos piores momentos tem humor, palhaçada e lendo hoje, não sei como eu conseguia dormir sozinha porque o desenho parece deixar tudo mais real e pesado. Ainda leio esses como se fosse a primeira vez e é muito legal ver como os fãs ainda falam sobre essa saga, mostrando que no fundo TMJ tem tudo para ser muito terror e como a história não acabou. ●     Hearts Don't Break É muito chocante pensar que a Anya que escreveu Polêmico e a Anya que escreveu Hearts Don't Break são a mesma pessoa. É outro daqueles livros que pessoas com muitos gatilhos e/ou muitos preconceitos devem pensar bem antes de ler, é realmente bem pesado apesar de legal. Por mais que em alguns aspectos seja muito fantasioso no quesito drogas e vícios, gosto muito de como os personagens da Anya sempre tem uma história muito bem estruturada e se resolvem de um jeito muito bom, sem deixar buracos na narrativa, além de serem fofos e engraçados sempre. ●     Louco: Fuga Realmente é uma graphic muito louca, não entendi nada. Entendi mais ou menos quando li a segunda vez (logo após terminar a primeira) e, no meu entendimento né, traz muito a ideia de proteger a essência que a infância traz: que nada mais é do que a imaginação, a loucura. A ideia da fuga dos guardiões me traz não só a ideia de fugir do padrão e da normalidade, mas também da personalidade que adultos ganham sem poder devolver, que é a ideia de ser mais racional do que emocional, não poder brincar e ficar 100% do tempo focado só nas responsabilidades, sem focar na diversão, porque, quando se é criança, você pode viver os dois lados da moeda. ●     Magali: Receita Um dos quadrinhos mais fofos e mais esperados por mim em 2023. É uma leitura muito gostosa e traz uma sensação gostosa com o desenho e as cores, não sei porque, mas me dá uma sensação de que tudo relatado ali é uma lembrança. Foi legal não só de acompanhar o diário que Carol Rossetti fez em seu Instagram, mas também porque poucas vezes vejo essa protagonista sendo explorada, sabemos muito pouco sobre a Magali no fim das contas, mas ela é uma personagem muito legal em todos os formatos que é feita (eu adoro ela nos filmes e na série) é foi muito legal ler uma graphic dedicada à ela, adoro como a Magali é engraçada sem perceber, fora que o autógrafo ficou uma gracinha. ●     Mulher Maravilha: Sangue Não vou me aprofundar muito aqui porque o Zatara tem um vídeo no TikTok dele explicando sobre Os Novos 52. Porém, a história contada no quadrinho me deixou totalmente presa na leitura, é um daqueles que você perde noites de sono se for necessário. Não acho que posso entrar em detalhes porque qualquer coisa vai ser muito spoiler, mas acho que se você também gosta, é algo que meio que você PRECISA ler e, se você não é fã mas sente curiosidade, é uma boa história para começar. ●     Clube dos 27 Esse quadrinho merece uma resenha só dele, mas preciso dizer aqui o quanto essa história é boa se você é um viciado em teorias da conspiração e rock. Clube dos 27 conta sobre aquela teoria de que astros do rock morrem aos 27 anos pois, em algum momento, fizeram um pacto de sua alma em troca da fama, contando tudo de uma narrativa de mistério e com muitos fatos e referências, o que pra mim foi bem jornalístico, que são basicamente todas as coisas que eu mais gosto no mundo todo. É um quadrinho MUITO completo! As ilustrações e a forma como os quadros são divididos são perfeitas, você consegue se encontrar mesmo não conhecendo todos os membros do Clube porque tem o rosto de todos nas contracapas, existe um “guia” das referências que estão na história e amei o posfácio, que traz uma visão de que existe uma linha muito tênue entre a teoria e a realidade… e elas podem se conectar se você se permitir acreditar nas coisas, além de ter uma explicação perfeitinha sobre o clube e a ligação das estrelas do rock com isso. Espero um dia me envolver mais sobre o assunto e poder trazer aqui mais tópicos sobre teorias do rock e com certeza quero ler mais obras do Isaque Sagara. ●     Batman: Gárgula de Gotham Zatara leu esse antes que eu e quase implorou para que eu lesse também, mas eu estava com várias leituras na fila, até que ele apareceu com uma edição pra mim em um momento que me separei dele na CCXP e, na manhã pós evento, exigiu que lesse logo o quadrinho. E se eu soubesse que é um quadrinho tão… Batman, eu teria brigado pra ler antes que o Zatara. Não existe uma definição melhor do que “Batman” para a HQ, no roteiro e na ilustração, deixar o título como “Gárgula de Gotham” é muito, muito certeiro caras, tudo no quadrinho se conversa e dá vontade de ler a próxima. Confesso aqui que tenho muita vergonha de resenhar sobre quadrinhos, principalmente de heróis, porque é muito fácil eu errar ou esquecer uma vírgula aqui e ser… julgada? Por saber “menos” do que deveria ou não ter uma opinião levada em consideração por ser dado de um ponto de vista de uma mulher e aparentemente isso me faz ser “bobinha” em relação a histórias em quadrinhos. Sei que mulheres têm ocupado mais espaço em meios assim, mas ainda é um medo que me prende muito, mas a única coisa que consigo dizer sobre essa HQ é que, gente… Rafael Grampá entregou tudo e mais um pouco, em tudo que encostou em relação a esse quadrinho aqui. Então, meus leitores artistas, em 2023 foi isso :) Foi bastante coisa e espero que em 2024 também seja. Eu espero que vocês tenham conseguido alguma indicação legal aqui para as suas leituras de 2024 e, quem quiser conversar sobre livros que já leu dessa lista, que vai ler, ter alguma indicação… Conta para a gente aqui do Godê! Conta também o que vocês gostariam de ver mais aqui. Até a próxima matéria!!

  • Explorador em período integral.

    Não é de hoje que sabemos que as Graphic MSP fazem sucesso tanto no meio dos quadrinhos quanto para fora deles. A iniciativa que começou com um encadernado de histórias curtas de diversos personagens do Mauricio (MSP 50 ) sendo reimaginado por outros artistas no brasil e depois com histórias mais extensas, já chegou a sua 36° edição. E, depois de mais de uma década de publicação, a editora resolveu lançar uma graphic especial para essa ocasião: ASTRONAUTA- INTEGRAL Vol.1 foi lançada no final de 2022 na CCXP e ruine os três primeiros encadernados do astro favorito da turminha (Magnetar, Singularidade e Assimetria). Histórias essas que já foram publicas antes em edições separadamente. Escrita e desenhada por Danilo Beyruth e colorido pela Cris Peter, a saga do astronauta (por se assim dizer) é repleta de originalidade e autoria, explorando conceitos como viagens no tempo e realidades alternativas. A história começa quando o explorador Astronauta Pereira (sim esse é o nome dele) viaja para um lugar muito distante da galáxia á procura de um evento Magnetar. Evento esse extremamente raro que acontece quando há uma grande concentração de Gelo e ferro no espaço, mas que acaba por deixá-lo sozinho em um lugar inóspito no espaço, assim precisando se virar para sair desta situação e talvez, voltar para casa. Não darei muitos detalhes sobre a história, por que a partir daí, ela se desenrola até hoje, com suas consequências reverberando até Convergência (último encadernado da graphic, lançado no final de 2022, muito próximo desta edição). Astronauta é um exercício de metalinguagem muito interessante de se observar. Nas histórias, o protagonista gosta de se denominar um explorador, deixando a alcunha de Astronauta apenas para o seu nome. E isso reflete no roteiro, com cada edição abordando um conceito científico e teórico diferente, mas sem romper com o fio que ligas todas as histórias, assim realmente explorando novas ideias conforme avança. Esse sentimento de metalinguagem não se resume a esse detalhe, com a própria graphic trazendo esse sentimento. Astronauta – Magnetar, foi a primeira graphic msp a ser publicada em 2012. Ela foi a pioneira em trazer esse formato a um preço acessível e se utilizando de personagens que todos já conhecíamos e amávamos. Agora, 10 anos depois esse sentimento é renovado pelo encadernado Integral. O formato integral não é novidade para o público de quadrinhos, que já está habituado a esse formato há muito tempo, mas é novidade para as Graphics MSP, que até então eram publicadas separadamente com no máximo 90 páginas, mas, nesse formato, ganha uma compilação de 3 dessas edições em uma de quase 300 páginas. Uma história curta, inédita, material extra que já estavam nos volumes separados e acabamento de luxo. Há um preço, novamente acessível para os padrões editoriais de 2023. Agora, a pergunta que não quer calar... Compensa mais pegar as edições separadas ou o integral? A minha mais sincera resposta é: Depende! O preço de capa sugerido é de R$89,90, porém, você consegue em promoções por até R$62,90 e cada edição separada está entorno de 20 a 40 reais (isso com a capa cartão ou brochura, a capa dura pode chegar a 40 reais por edição). E seguindo a lógica do preço cheio, sem contar com descontos e promoções, você não achara cada edição por menos de 30 reais. 30 x 3 = 90 Então, levando isso em consideração, o valor praticamente não muda! Com isso, resta o fator disponibilidade e preço (oferta e demanda). Olhando o lado gráfico do produto, acredito que compensa. A edição está linda e a história é cativante. A arte do Danilo é estupenda e com as cores da Cris peter, eles saltam das páginas. ASTRONAUTA – Integral é um trabalho que, assim como o seu material de origem, fez história e muito provavelmente, irá ditar o mercado de Graphic novels brasileiras publicas daqui em diante. link para comprar o quadrinho:https://amzn.to/3Ja2qsq

  • Oppenheimer – Nolan O Destruidor De Mundos

    Atenção: Esta resenha pode conter spoilers! Oppenheimer... O nome não poderia ser mais apropriado para a obra, o novo épico de Christopher Nolan, que a esta altura já está sendo considerado o maior filme biográfico de todos os tempos. Esse nome indica o que realmente é este filme, não se trata de um filme sobre a bomba atômica, nem sobre o Projeto Manhattan, é um filme sobre um homem... O homem, eternizado como “Pai da bomba atômica”... Mas se enganam se acham que a maior conquista de J. Robert Oppenheimer fora criar uma arma de destruição em massa, ele era um físico, suas maiores contribuições para o mundo incluem pesquisas que se tornaram ferramentas fundamentais na química quântica e na física molecular, como a Aproximação de Born-Oppenheimer, que abriu caminhos para avanços significativos em muitos campos da ciência e tecnologia, incluindo a química, a física, a biologia molecular e a engenharia de materiais, dentre muitas outras pesquisas significativas... A física quântica é um poço de conhecimento quase infindável. Oppenheimer tendo sido uma das maiores mentes de sua época, sua história de vida foi com certeza fascinante, e Nolan como sempre, nos honra com uma obra de arte, desta vez sobre uma das personalidades históricas mais importantes que existiu. O filme já se abre em tom épico, a obra não espera menos da audiência, já assumindo que fatos e personalidades históricas sempre tenham sido compreendidos de antemão, e em menos de cinco minutos, os mais familiarizados irão notar logo de imediato, o estilo de direção de Christopher Nolan, além de serem agraciados com a magnificência que foi, a trilha sonora da obra, que está no ponto corretíssimo no contexto, histórico, épico e ficcional. Por se tratar da visão de Nolan sobre fatos históricos, a obra contem abundantes nuances em vários quesitos, tanto em quesito biográfico, histórico, cientifico e moral, tudo isso enxuto em uma cinematografia de competências estarrecedoras, pois como já é de praxe, Nolan é aficionado pelo épico, um apelo fortíssimo a forma mais pura de, arte pela arte, jamais, em nem uma de suas obras, houveram tais coisas como, cenas excluídas ou “versões do diretor”, Nolan como roteirista faz com que seus roteiros sejam, o filme... Apenas, ele guia suas obras comandado pelo sentimento, o que ele sente, e o que sabe que fará a audiência sentir. Como cerne da obra que leva seu nome, temos J. Robert Oppenheimer, interpretado pelo talentoso Cillian Murphy, uma figura complexa, de personalidade multifacetada, com várias características marcantes sendo associadas a ele através dos anos, um intelectual brilhante, líder carismático, Poliglota e culto à arte e literatura... Porem complexo emocionalmente, cheio de conflitos sobre sua consciência política, mulherengo, muitas vezes sarcástico e de um ego inflado sem igual, com muitos amigos, e ainda assim... Aquele olhar, penetrante. Quando o contato visual é feito, nota-se a profundez de sua individualidade, Cillian Murphy soube capturar a essência dessa figura, de uma forma perspicaz e ainda assim fenomenal, sua atuação é convincente e cheia de emoção, com certeza prova que ele é um dos grandes atores do nosso tempo. A obra, apesar de ser uma biografia, é um filme do Nolan, o que faz com que tenha características únicas, por exemplo, o fato de ser organizado de forma não linear, como muitas de suas outras obras, a dualidade entre o factual e a liberdade artística e criativa entra em cena, pois na obra encontramos os dois, fatos incontestáveis, e verdades mais aceitas, que efetivamente nunca saberemos se realmente ocorreram, ou seja, a famosa dramatização. As cenas inteiramente em preto e branco, estão ali simbolizando melhor a verdade absoluta, a forma em que a história aconteceu de fato, com seus diálogos mais diretos e centrados, já as cenas coloridas, são fílmicas, sendo como a visão de Oppenheimer, em sua experiencia subjetiva. A organização da edição fílmica, que por sinal é esplêndida, não é feita mostrando os eventos em sua cronologia, mas sim alternando entre o passado e o futuro, antes, durante e após a guerra, até o momento em que chega um ponto onde se encadeiam todos os acontecimentos, e a realização do entendimento é maior, quando a audiência é permitida entender o que de fato ocorreu entre os momentos, essa forma de se colocar trabalha a favor de sua narrativa, e não obrigatoriamente a favor da cronologia, e funciona magistralmente. Durante a obra, obviamente, muitas figuras históricas dão as caras, interpretados por um elenco de peso, escolhidos certeiramente, menções honrosas para Robert Downey Junior como Lewis Strauss, Emily Blunt como Katherine “Kitty” Oppenheimer, Matt Damon como General Leslie Groves, Rami Malek como David L. Hill e Jack Quaid como Richard Feynman, todas personalidades históricas importantíssimas, e que não poderiam estar melhor representadas, esses nomes históricos importantíssimos, são também importantes na construção do filme, a obra que em seus três atos, caminha como um drama vívido, e se transforma de uma corrida para a criação da arma definitiva, em um suspense de julgamento. Pelo fato de a obra ser densa em diálogos, muitos nomes citados, épocas e termos diferentes ocorrem em tela a todo momento, e talvez seja de difícil compreensão para uma parte da audiência menos familiarizada, factualmente não é um filme fácil de se entender, porém claro, este fato também não chega a ser um empecilho em quesito de sua compreensão. Depois das devidas “apresentações” durante o primeiro ato, entramos no segundo ato, prenunciando a chegada ao ápice. Rufam os tambores, a epopeia começa a ser trabalhada... Mesmo com todas as subtramas, que são bem iniciadas e finalizadas durante o decorrer do filme, o objetivo central da história está sempre lá, e é construído de forma teatral, como um take editado de passagem de tempo. Oppenheimer se torna diretor de Los Alamos, e o projeto Manhattan se inicia, sendo trabalhado intensamente pelos melhores cientistas da época, essa construção de ansiedade constante, para vermos um resultado logo é bem recompensada, a medida em que nos aproximamos do apogeu, e quando finalmente a arma definitiva está pronta, temos... O teste Trinity. Merece uma pausa para ser destrinchado, A bomba é preparada, levada ao alto de uma torre, os observadores se preparam ao longe, o medo iminente da ameaça fatal eleva junto com a trilha, e quando o cronometro regressivo começa, percebemos que não tem mais volta, a dez quilômetros de distância o espectadores se preparam para presenciar o mundo mudar, colocando seus óculos, protegendo seus rostos, os violinos sobem prenunciando o épico, e quando o cronometro bate os 10 segundos, Oppenheimer olha fixamente pela janela, a ansiedade está no ponto alto, a cadência dos violinos não pode subir mais... E quando ocorre a detonação... Nada, além de silêncio... Apenas as respirações, e os olhares maravilhados, testemunhando o fogo mortal, o cogumelo que se forma acima do chão e sobe quilômetros pelos céus, Oppenheimer vê o que havia criado, maravilhado e assombrado... E no silêncio, podemos ouvir seus pensamentos... “Agora Tornei-me a morte, O destruidor de mundos”, e logo vem, o som, vociferante, tão alto quanto pode ser, e mesmo através da tela do cinema, parece nos afastar, como se a audiência sentisse o vento da onda de choque... O poder, e ainda assim, o silêncio parece bater mais forte. Na arte que é o cinema, mesmo o silêncio é som... Tudo é proposital, mesmo a falta de algo, e o sentimento que consegue passar faz o papel que deveria, o apogeu foi atingido, culminando em um dos momentos mais épicos presenciados na história do cinema. A ciência sempre está presente em todas as obras de Christopher Nolan, e aqui não é diferente, ele sempre acha um jeito de utilizar o tempo em seus roteiros, aqui foi a mescla de cronologia, com as cenas coloridas e em preto e branco, juntados na variedade narrativa factual histórica. Fato é que Nolan também ama física, e sempre a irá incluir, ele é sempre muito expositivo, mostra as nuances sem realmente falar, apenas demonstra na tela e espera que a audiência a entenda, diferente de outros diretores como por exemplo, James Cameron, que ao contrário de Nolan é extremamente explicativo verbalmente, e essa paixão de Nolan de utilizar o fantástico tira o filme de uma mera biografia documental e traz para ser essa opera atômica tão épica, fantástica e acima de tudo, sentimental, pela forma que ele lida com nossos sentimentos enquanto assistimos, além de claro o fascínio dele em utilizar o tempo como um pretexto narrativo. Nos é garantido uma ciência precisa, com físicos reais convidados para dar assistência no que está sendo gravado e roteirizado, ser o mais preciso possível é seu objetivo, isso também foi utilizado em Interestelar, que é um dos filmes mais precisos cientificamente que existem hoje, a exposição dos fatos é confiável, e não meramente palavras vazias e pseudocientíficas, como existem em outros filmes que se propõem em serem intelectuais. Agora, como o contraste ético de tudo foi trabalhado, é expressa de maneira verossímil a forma como ocorre no mundo real, pois a criação e o uso da bomba atômica têm gerado intensas discussões morais ao longo do tempo. Algumas das principais questões éticas e morais relacionadas à bomba atômica incluem, sua proporcionalidade, efeitos indiscriminados, o correto uso da ciência, desumanidade, a corrida armamentista e a não proliferação nuclear, essas questões morais têm sido objeto de debates contínuos na política, na ética e na sociedade em geral. A bomba atômica trouxe consigo dilemas éticos complexos e desafios significativos para a humanidade. E isso é em parte discutido na obra, mas em suma é deixado nos altos, pois o foco também não se encontra ali, mesmo deixando na audiência certas indagações ou dúvidas sobre o tema, o fato é que, após o auge do filme, esse tema é tratado como assunto menor, e deixado um pouco de lado, talvez a critério da própria audiência decidir a verdade, pois nada é definido a respeito de Oppenheimer e suas verdadeiras opiniões, e no fim pairam sobre nossas mentes temas como hipocrisia, falta de entendimento, fama, o fim da humanidade, dentre outras dúvidas morais e éticas. Nolan assim como Oppenheimer se absteve de dizer mais, e após a grande explosão, se enclausura, quase como se estivesse colocando-se no papel, e age como o próprio destruidor de mundos. Oppenheimer uma vez disse, “Algumas pessoas riram, algumas pessoas choraram, a maioria das pessoas ficou em silêncio”. E foi assim que a audiência ficou ao fim, quando a tela se apaga, e as luzes se acendem, todos apenas olhavam, em silêncio, estarrecidos. Por fim, sobre quesitos cinematográficos, em suma são apenas sem defeitos, uma ótima mixagem de áudio que era estritamente necessária para uma obra desse porte, uma fotografia digna de um cineasta como o Nolan que é fotografo, e de fato, é padrão enquadramentos de se tirar o folego em todas as suas obras, atuações magnificas pelo elenco fortíssimo e com grandes nomes, e o ponto alto, a trilha sonora, mesmo que espantosamente não tenha sido composta por Hans Zimmer, que sempre trabalhava com Nolan, desta vez Ludwig Göransson, nos agracia com seu trabalho sublime, a trilha consegue passar emoção, sutileza, grandiosidade, magnificência, com o estilo que apesar de novo, nos é familiar, cadencias que sobem e parecem não parar de subir, o famoso “shepard tone”, ou a música constante, que durante o auge, causa arrepios na espinha, a composição cumpre o trabalho de conseguir transparecer a ansiedade, o medo, o maravilhamento e a paixão dentro da mente de um físico. Menção honrosa para as faixas “Destroyer Of Worlds” e “Can You Hear The Music” que são duas magnificas obras de arte sem comparação. Em suma, a obra está completa, o maior filme de Christopher Nolan, com suas humildes três horas de duração, gravado na maior qualidade fílmica existente hoje, feito para IMAX, é um prato cheio para os apreciadores, todos deveriam dar uma chance, esse com certeza deve se tornar um dos melhores filmes de Nolan, mesmo com sua lista extensa de obras aclamadas. A cena final fecha com a grande reflexão, assim fazendo paralelo com o início que também abre com uma reflexão, no fim cabe ao espectador decidir, se houve hipocrisia, por favorecer o épico e deixar em aberto a moral... Mas no fim das contas é isso que apreciamos nas obras do grande Nolan.

  • Que Barbie você quer ser?

    Com hype para o filme da Barbie, que estreou nesta quinta-feira, dia 20 e com todo o movimento BARBIECORE, o Godê resolveu trazer uma novidade. Para aquelas que estão surfando nesse hype e viram várias dessas cabines para tirar fotos mas queria algo mais personalizado. Nós do Godê trazemos Barbie Box. Os arquivos estão no formato PSD. Mas fique tranquilo! Caso você não tenha familiaridade com o Photoshop, ou até mesmo não queira instalar ele na sua máquina, o nosso Zatara gravou um tutorial de como editar, sem crise. Link do tutorial:https://vm.tiktok.com/ZM2shpVPN/

  • Vagalumie no Godê

    Laís Machado, conhecida também como Vagalumie é ilustradora e já trabalhou para o Cartoon Network, como Supervisora de Arte na Waner e também já lançou projetos pessoais, como OGÍGIA, sua primeira publicação independente. Aqui batemos um papo com ela para conhecer melhor a artista!! Godê - Além dos seus produtos e quadrinhos, você ainda mantém algum emprego? Se não, quando você passou a viver só de arte? Vagalumie - Até dois meses atrás eu trabalhava como supervisora de arte no Combo Estúdio, saí por achar que esse emprego já não estava mais comportando bem meu trabalho, estava desenhando pouco e criando menos ainda. Estou como freelancer agora, o começo está sendo difícil, mas tenho esperanças de que vá melhorar. Godê - O processo de escrever, certamente é diferente de desenhar. Houve alguma dificuldade na hora passar o roteiro para a arte ou vice e versa? Vagalumie - No caso de OGÍGIA, eu fiz como um projeto pra faculdade, eu tive a ideia e finalizei em um semestre, eu tinha o incentivo de ter que garantir minha nota pra terminar hahahaha. "Festa Pra Um" foi bem natural, eu comecei querendo fazer esse livro em formato de casinha, e então fui juntando uma coisa com a outra, quando eu produzo baseada no meu atual momento da vida fica bem natural, as ideias só vêm. Godê - Existe algum projeto que você queira tocar e ainda não conseguiu ou está em processo? Se sim, pode nos contar um pouco sobre ? Vagalumie - MUITOS! No momento tenho ideia pra um livro ilustrado e duas HQs. Estou botando pra frente uma sobre assexualidade que queria muito que o lançamento acontecesse na próxima PocCon, é muito importante pra mim que seja lançado lá, eu vejo como um presente pra comunidade ace. Godê - Você tem um canal no YouTube com alguns vídeos postados a dois anos e recentemente você voltou a postar vlogs, de onde veio a ideia de mudar o formato e voltar a postar vídeos? Vagalumie - Os primeiros videos foram mais um teste? Eu não botei essa ideia de speed painting pra frente. Sempre quis fazer videos (na horizontal), filmar e editar, mas nunca tive tempo pra aprender e nem coragem pra aparecer neles. Agora que estou nesse limbo entre meu trabalho formal e a vida freelancer eu consegui tempo de desenvolver esse projeto. Em breve tem video da PocCon! Godê - Qual foi o seu "start" para fazer Ogigia? Vagalumie - Como falei, receber minha nota na faculdade! hahahaha Mas sobre a temática, eu gosto desse tema espacial, estrelas e planetinhas. E o tema solidão/solitude está sempre muito presente no que eu faço. Godê - De onde surgiu a ideia para o Festa para um? (Eu amei esse texto ilustrado) Vagalumie - (Obrigada!) Esse foi mais complexo, eu estava passando por esse momento na minha vida em que tinha acabado de me envolver com muitas pessoas novas graças ao novo emprego. Pessoas jovens, diferentes entre si e cheias de vida, eu me sentia sobrecarregada porque eu era e sou o oposto disso tudo. Eu me sentia desconfortável em estar em todos esses lugares ao mesmo tempo com todas essas pessoas. Mas eu estava lá porque achava que era assim que deveria ser. Bem, esse texto nasceu assim. Godê - Por quê Vagalumie, existe algum significado especial? Vagalumie -Hahaha A jovem Laís de 15 anos gostava muito da música Fireflies do Owl City e precisava de um nome pro seu tumblr hahahaha "vagalume" apenas obviamente não estava mais disponível, então eu taquei um "i" no meio pra ficar diferente, mas manter a pronúncia.

  • Guilherme Kroll no Godê

    Seguindo o nosso mês de entrevistas, hoje conversamos com Guilherme Kroll, sócio da Balão Editorial e consultor da Conrad e Pipoca e Nanquim. Godê - De onde surgiu a ideia do selo Quadrinho Para Todos? Kroll - O HQ Para Todos é criação minha e do Cassius Medauar. Queríamos lançar uma linha a preços populares com histórias universais que pudesse ser uma porta de entrada para os quadrinhos. Godê - Como funciona a seleção para os títulos desse selo? Kroll - Primeiro, precisam ser histórias de no máximo 28 páginas para caber na edição de 32 páginas. Depois, precisam ser HQs que tenham um apelo universal, que possam ser lidas sem nenhum conhecimento prévio de nenhuma cronologia ou outras questões. O ideal é abrir o gibi e sair lendo. Godê - Trabalhar para mais de uma editora complica muito a sua vida ou você já está acostumado? Kroll - Além da Balão, que sou sócio, e da Conrad, que sou consultor, faço frilas para diversas outras editoras. Tem sido minha vida há mais de 13 anos, então já estou acostumado. Godê - Como você entrou para esse universo de quadrinhos e editoras? Kroll - Eu gosto de quadrinhos desde criança, então escolhi minha profissão a partir disso. Cursei uma habilitação da Comunicação Social na ECA-USP, Editoração, cuja formação é para trabalhar com livros, e trabalho com isso desde então. Godê - O que é mais importante na hora de selecionar um quadrinho? E como você determina o seu formato ou isso é imposto previamente pelo licenciante? Kroll - O mais importante é a relevância social e comercial. Ele precisa ser importante para o mundo e ter um valor percebido pelo leitor. Formato varia caso a caso, muitas vezes o licenciante tem alguns guias, mas tudo pode ser negociado de acordo com o produto. Godê -Tem algum título que você queira muito trazer pra o Brasil e ainda não conseguiu? Ou ainda, um que ainda não terminou de sair lá fora e você já está de olho? Kroll - A lista é imensa, mas evito falar antes de fechar o contrato para não dar azar :)

  • Cartumante no Godê

    Cecília Ramos, vulgo Cartumante, é uma ilustradora e designer do Rio de Janeiro, que já realizou trabalhos para NETFLIX, TELECINE e outros gigantes da mídia. Com seu primeiro quadrinho publicado no final de 2022, Obrigada, foi um transtorno! Essa semana, batemos um papo com ela, que vocês podem conferir a seguir. Godê- Como você começou a se interessar por quadrinhos, sejam eles de tirinhas até graphic novels? Cartumante- Comecei a me interessar na medida que fui fazendo tirinhas. Antes disso eu não consumia muito as coisas do mundo dos gibis, no máximo Turma da Mônica. Godê- Além da sua marca de produtos e quadrinhos, você ainda mantém algum emprego? Cartumante- Não, só trabalho com a cartumante mesmo. Vivo só de arte desde 2019. Godê- O processo de escrever, certamente é diferente de desenhar. Houve alguma dificuldade na hora passar o roteiro para a arte ou vice e versa? Cartumante- Com certeza, às vezes tenho ideias que demoram meses ou até anos para eu sentir que estão maduras o suficiente para passar para o papel. Tem algumas ideias que fico com receio de "desperdiçá-las" por ter feito uma execução ruim kkkkk aí, por isso eu guardo elas na geladeira até eu sentir que vou conseguir passar pro papel. Godê- Existe algum projeto que você queira tocar e ainda não conseguiu ou está em processo? Se sim, pode nos contar um pouco sobre? Cartumante- Queria me arriscar na pintura em acrílico, mas não tenho muito espaço ou tempo para isso. Queria tirar uns meses sabáticos pra ficar só testando coisas de arte tradicional. Quando digo tradicional, quero dizer analógica: tinta, lápis, essas coisas. Godê- Quais matérias ou técnicas de trabalho deixam mais confortável de trabalhar? Cartumante- Isso tem no meu faq nos destaques no insta, trabalho com mesa digitalizadora, photoshop e paint tool sai Godê-Entre todos os seus trabalhos, quais você gostaria que tivesse mais alcance? (além daquelas que já tem) Cartumante-Nenhum em específico mas mais alcance no geral é sempre bom Godê- Eu imagino que todos os seus trabalhos são motivos de orgulho independente do projeto. Mas qual deles tem mais orgulho, aquele que você sente como uma realização? Cartumante- O trabalho que fiz pra insuresilience global parntership, precisei fazer quadrinhos e ilustrações que facilitam o entendimento sobre as mudanças climáticas em países subdesenvolvidos e como isso afetava os gêneros de forma desigual. Foi meu primeiro trabalho em escala internacional e o sentimento de importância da arte e do design bateu muito forte.

  • Poc Con 2023

    Nesta sexta-feira e sábado (09 e 10 de junho) foi realizada a terceira edição da Poc Con, convenção de HQs e mangás voltado para criadores e público LGBTQ+ lá no Centro Cultural Vergueiro (SP) e eu vim contar um pouquinho para vocês sobre tudo que rolou na edição do sábado. Primeiramente rolou fila! Nós chegamos às 15h e já estava lo-ta-do, nunca foram vistos tantos LGBTQ+ nerds no mesmo lugar! Mas toda a espera na fila vendo só os cosplayers passarem valeu a pena por toda a experiência e artes que a Poc Con trouxe. Todos os organizadores, criadores e público foram uns queridos, saí de cada stand com o coração quentinho! Além de serem uns amores, todos os criadores são supertalentosos e criativos, queria levar a convenção inteira para a minha casa, mas tudo que consegui levar (e que vou mostrar todos os mimos pagos lá no Instagram do Godê) era muito, mas muito bem feito e claramente feito com amor. Acho que mais legal do que ver tantas artes bonitas, somente sentir-se representada por elas. A comunidade LGBTQ+ tem passado por muitos problemas em relação a representatividade na publicidade, uma vez que conseguiram estereotipar até o “diferente”, então é muito agradável e confortável ver criadores transgênero, lésbicas e gênero fluído no mesmo lugar sendo tão acolhidos e aclamados, o evento foi quase um safe place. Eu sinceramente não tenho uma crítica ruim sequer sobre a Poc Con, foi divertida e maravilhosa, onde me apaixonei por cada HQ, print, pin e adesivo que olhei. Acredito que agora vocês estão tão ansiosos para a próxima edição tanto quanto eu.

  • STARMAN

    Como nas letras de Ziggy no Álbum Rise and Fall (of Ziggy Stardust and Spiders from mars) a de James Robinson e Tony Harris para o "novíssimo" personagem na DC Comics. STARMAN é o homem das estrelas, esperando no céu… Mas essa história não vai muito longe. Esse é David Knight, filho de Ted Knight, ambos foram o STARMAN em suas respectivas épocas, mas como podemos ver, a carreira de David como vigilante de Opal City não durou muito. Isso não é necessariamente um spoiler, tendo em vista que essa é uma das primeiras páginas da edição 0 da revista. Depois dessa abertura chocante, somos apresentados ao verdadeiro protagonista desta história: Jack Knight, filho mais novo de Ted e irmão de David. Jack, ao contrário dos protagonistas clássicos de quadrinhos, não quer ser um super herói, ele quer cuidar de sua loja e viver negociando penhores com possíveis vendedores de garagem. Mas tudo isso muda com a morte de seu irmão, pois Jack precisará vestir o manto da família e se tornar o próximo protetor de Opal City... ...Mas claro, com o seu toque. A emblemática fase de James Robinson para o personagem, traz consigo, toda a autoralidade britânica do movimento punk que o artista carrega, essa que encontra-se presente nos visuais dos personagens, como a vilã Nash, o próprio Jack e até no estilo do quadrinho. Mas que concilia em uma estética SteamPunk dos cenários e personagens secundários,como o Sombra e o seu pai. Durante toda a leitura dessa primeira parte dessa fase, desde a primeira edição até as sessões de cartas (que nesse primeiro volume, são preenchidas pelo próprio autor) é nítido a sensação de estar lendo um quadrinho autoral. Como se o autor tivesse colocado grande parte de suas vivências na história. Para mim, o que traz a cereja no bolo desse quadrinho é a sensação de algo “natural” ao final dele. Como se tudo o que aconteceu no decorrer da história, devesse de fato, ter seguido esse caminho. Como no álbum citado acima, Starman de James Robinson consegue a façanha de ser uma obra underground, inserida no Mainstream, assim como o icônico álbum de David Bowie. Ah, e sobre a história, eu deixo os detalhes para o volume 2... Tony Harris posando para si mesmo para desenhar Jack

  • The Last of Us e o sintoma real

    Fungos tem suas propriedades excepcionalmente únicas. Tendo um reino para chamar de seu, os fungos podem se multiplicar e se espalhar com grande facilidade. Isso não te lembra alguma coisa um pouco mais familiar? (Eu não estou falando do champignon no strogonoff) Exatamente: os Vírus! Eles possuem propriedades muito similares aos fungos. A diferença é que fungos são mais fáceis de tratar do que vírus no nosso organismo, eles geralmente se instalam em lugares quentes e úmidos como pele, couro cabeludo e unhas. Mas fica o questionamento, e se um fungo se espalhasse e se comportasse como um vírus? Infectando pessoas de maneira mais estrema e passando de um evento epizoótico para uma epidemia e evoluindo para uma pandemia? Bom... o jogo The Last of Us responde essa pergunta. No jogo da Naughty dog, uma espécie do fungo, o Cordyceps, que originalmente se utiliza de formigas e outros insetos para fazer de hospedeiros, passa por uma “evolução” e se adapta para “contaminar” os seres humanos. Causando assim uma pandemia, que devasta a humanidade a á deixa em ruinas. 20 anos depois de perder a sua filha na epitome da infecção, Joel tornou-se contrabandista em uma zona de quarentena comandada pelo que ainda resta do governo dos Estados Unidos, a FEDRA, quando em umas das suas missões, ele precisa levar Ellie para um grupo extremista, conhecido como Vagalumes/FireFlys para ser estudada, pois ela é imune ao fungo e pode ser a cura para a humanidade. Apesar de um “Plot” considerado clichê. The Last of Us é um dos jogos mais ricos em narrativas e ambientação que existem. E a riqueza que me refiro é nos detalhes, desde histórias paralelas dos personagens secundários até a Morfologia e o Ciclo de vida do fungo. Agora, sei que isso seria assustador se realmente acontecesse na vida real, mas e se eu te disser que esse fungo realmente existe? Cordyceps é um fungo que cresce em insetos e artrópodes, que quando infectados são levados pelo fungo a procurar um lugar propício para se desenvolver: locais com temperatura e umidade adequadas, expostos ao vento. Fixando-se neste lugar, o fungo começa a crescer, causando a morte do organismo infectado. Seu ciclo de vida também foi trazido e adaptado para o jogo. O fungo inicialmente se propaga pelo corpo da formiga e a manipula através da contaminação no sistema nervoso central. Dessa forma, deixa o seu ninho e morre mordendo folhas de arbustos ou plantas herbáceas, um comportamento muito similar ao estágio dos Corredores ou Runners, como também são conhecidos no jogo. Eles mantem a aparência humana, porém são mais agressivos. Outras espécies do gênero infectam diferentes espécies de formigas e levam diferentes síndromes comportamentais, levando a morte desses insetos em diferentes locais que favoreçam o crescimento do fungo em questão, seja em galhos gravetos ou até mesmo em musgos, como ocorre com a espécie O. kniphofioides. Muito similar ao estágio de Hibernação, onde no jogo o infectado, encosta em um canto para o fungo se desenvolver e passar do estágio de Stalker para Clicker. Depois que a formiga morre, o fungo se desenvolve e cria um corpo de frutificação com o intuito de dispersar seus esporos. Após 4 dias, surge o estroma, sendo que, após 20 dias, o corpo de frutificação amadurece sexualmente, levando cerca de 4 semanas para que os parasitas, agora maduros, sofram superparasitismo por outros fungos. Onde no jogo, são conhecidos como Stalkers ou Perseguidores. Mantando uma aparência humana, mas com esporos e brotoejas nítidas ao redor do corpo. Nas formigas, o indivíduo infectado de uma colônia que leva a infecção para outra é raro. Isso porque os esporos sexuais desse fungo são excepcionalmente grandes! Com 100–200 µm de comprimento (ou 0.01 centímetros), sendo sua dispersão pelo ar pouco provável, somado ao fato de que são raras as formigas que morrem muito distantes de seu ninho. Mas no jogo, temos uma situação similar: salas fechadas geralmente estão contaminadas com esporos do fungo que são liberados pelos ninhos de hibernação e provavelmente, mantendo alguns infectados. Para atravessar essas salas, é necessário o uso de máscaras de gás, totalmente vedadas. Entre esses estágios, o jogo também conta com os Clickers e Bloaters, que seguem a evolução e ciclo de vida de um fungo na vida real, mas não necessariamente o do Cordyceps. Os Clickers são os inimigos mais emblemáticos do jogo. Sendo uma marca registrada pela desenvolvedora, os Clickers são um estágio bem avançado que os distancia ainda mais da humanidade de seus hospedeiros. Eles se orientam com a ecolocalização, pois na mutação, o fungo cresce na cabeça, ocupando grande parte dela e cobrindo os olhos, assim, sendo necessária a utilização dessa “skil”. Seu nome vem do característico som que ele se utiliza e que no jogo, te causa arrepios ao ouvi-los. Bloaters, conhecidos como baiacus ou vermes, é o estágio final conhecido da infecção do cordyceps no jogo, eles são raros, pois só os mais fortes sobrevivem à fase de clicker sem virar uma bolsa de esporos em algum porão úmido, e os que sobrevivem são amaldiçoados a vagar por anos. A infecção cresce ao ponto de cobrir todo o corpo do infectado, tornando-os massas enormes de esporos ambulantes, eles são extremamente fortes e agressivos, podendo dar investidas, até arrancar e arremessar bolsas de esporos que crescem no próprio corpo. Contando com muitos aspectos similares à vida real, The Last of Us é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores jogos da história, que agora ganha uma serie adaptada pela HBO, que irá estrear neste domingo (15). A serie conta com Pedro Pascal como Joel e Bella Ramsey como Ellie. A serie será exibida pela HBO MAX e nos canais fechados da HBO que contara com o sinal aberto neste final de semana. fontes:

  • Arte em Frida

    E mais uma vez eu venho aqui para falar de arte! A exposição Frida Kahlo: uma Biografia Imersiva é uma experiência muito completa e marcante que com certeza vale a pena apreciar a cada segundo. Por isso, eu estou aqui para mostrar os detalhes desta obra sobre obras. Logo na entrada, temos um mural maravilhoso mostrando réplicas do que podemos dizer que são de gesso. Frida passou uma grande parte de sua vida praticamente toda amputada! Após sofrer o tão traumático acidente no ônibus (que falaremos sobre tal depois), precisou passar por diversas etapas até conseguir minimamente andar. Além de ter pintado quadros no teto enquanto estava deitada, após um período começou a pintar seus gessos, mostrando sempre sua aflição e certa ansiedade. Não me recordo exatamente se vi a frase no gesso, se vi só ao decorrer da exposição… Mas uma bela frase da própria Frida para esse momento claramente é “Pés, para que os quero se tenho asas para voar”. Pouco após esse mural tão marcante, temos a verdadeira entrada para a exposição, que, na minha opinião, é muito fofinha! Uma "cortina" de pompons separa a exposição da realidade do lado de fora! (e que rende várias fotos legais). Após, vamos para uma das minhas partes favoritas: A tão extensa parede com taaaaantos corações, o que me remeteu muito a cultura do México, junto com uma fotografia linda da artista. Chegando ao verdadeiro começo da exposição, vamos conhecendo a história de Frida Kahlo, desde quando começou a ser presente na arte e na política, passando por seu grande amor depois da arte: Diego Rivera e até sobre como ela não é apenas um ícone como pintora, mas também se transformou em um ícone da moda, da política e do feminismo. Tudo isso com muitas fotos icônicas de Frida e fatos muito interessantes. Algo que achei muito marcante foi a separação das atrações, de fato mostrando que Frida teve um antes e um após marcantes em sua vida. A seguir, passamos por um altar para a artista, em uma estética altamente mexicana, valorizando mais do que nunca a sua cultura, para então chegarmos em uma parte muito simbólica: o acidente do bonde. O bonde que a garota estava acabou se chocando com um carro por um desvio de atenção do motorista (do bonde), causando um impacto forte no momento da batida, causando a quebra de vários objetos ali presentes… Como a barra de ferro que soltou-se e acertou Frida da pelve até a barriga. Foi algo completamente traumático para a artista, que mesmo após mais de trinta cirurgias ficou um longo tempo imóvel. Trata-se de um trauma gigantesco não só pelo durante, mas também pelo antes e o após. O antes relata uma garota que, mesmo com poliomielite, ainda era ativa e muito mais animada, tal visto que, no durante, Frida estava apenas com dezoito anos e sua vida parou de repente, com cirurgias e dores sem tamanho. O após mostra uma mulher frustrada e entristecida, mesmo que ainda muito forte e ativa. Frida nunca negou seu imenso amor por Diego Rivera, com o casamento e tudo indo bem, ela queria muito poder ter filhos, adorava crianças! Mas suas cirurgias foram tantas que tornou-se praticamente impossível de dizer que ela poderia gerar e parir uma nova vida e então deu-se mais em conta que ela estava realmente debilitada. As artes demonstrando raios-x com flores, as animações dela deitada com raízes e (a parte mais marcante para mim) o pequeno vídeo que tenta mostrar o que Frida sentiu e o que aconteceu durante o acidente. Passando agora por uma parte que eu adoro estudar, vemos o porquê de Kahlo ser um ícone da moda bem de perto! mostrando roupas típicas da artista e com manequins beeeem Frida Kahlo: enquanto eu gravava, Zatara não ironicamente observou que os manequins realmente faziam poses! E, se você prestar atenção, verá que realmente, ela está em cada canto da exposição. Passando primeiro pela parte que diriam ser infantil por conta dos desenhos para colorir, porém é para todos uma experiência muito gostosa, apesar de muito escuro, foi um momento que adorei compartilhar porque me senti muito conectada com tudo. Chegando finalmente ao imersivo (que depois dessa chuva de informações e artes, parecia até pequeno!) vemos a vida da artista por fotografias e animações muito criativas e legais!!! A arte, os animais, o amor, a tristeza, a política e o visual; tudo em artes, fotos e animações muito tocantes. A exposição e a vida de Frida Kahlo foram/são extremamente tocantes e marcantes. Um passeio leve, divertido, muito mágico (principalmente quando se ganha como presente de aniversário) e que sem dúvidas indico demais pois vale muito a pena! Cada sala guarda uma surpresa incrível e com detalhes muito emocionantes. Lá no meu Instagram (@lauryn_612) tem várias fotos que, modéstia a parte estão lindas e criativas, no tiktok ( ) temos um vídeo beeeeem blogueirinha mostrando muito mais e claro, vocês, meus (nossos para o Zatara não ficar com ciúmes) podem sempre estar mandando suas coisinhas para a gente também! A exposição está localizada no Shopping Eldorado em Pinheiros, São Paulo até o dia 30 de abril e, para mais informações, basta acessar o site da exposição.

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