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  • Além do relacionamento tóxico: encontro do clube do livro Além da Trend

    Segundo encontro de leitoras comunicadoras de São Paulo fala sobre o livro Cleópatra e Frankenstein No último sábado (11) aconteceu no SESC da Avenida Paulista mais um dos encontros bimestrais do clube do livro Além da Trend, grupo para mulheres comunicadoras que residem em São Paulo. O objetivo principal é aproximar mulheres que gostam de ler, fazendo novas amizades e compartilhando opiniões. Quando Lenerose Matos mudou-se para São Paulo percebeu que poderia utilizar seus conhecimentos em comunicação para fazer novas amizades e se unir com mulheres da região que também são comunicadoras. Assim, criou o Além da Trend, que conta com um grupo de networking e um clube do livro. O clube do livro conta com um encontro virtual e um encontro presencial bimestralmente, onde as leitoras comentam tudo que pensam sobre a leitura que compartilharam e outros assuntos que se encaixam nas temáticas do livro discutido. Pouco tempo após o encontro, já decidem a próxima leitura e assim cada vez mais elas se conhecem. O livro da vez foi Cleópatra e Frankenstein, publicado no Brasil em 2023 pela Astral Cultural e escrito por Coco Mellors. Nele, lemos sobre o que acontece depois que Cleo, uma pintora inglesa, decide se casar com Frank, um publicitário vinte anos mais velho que ela, tudo isso poucos meses antes de seu visto de estudante vencer. Foi unânime: todas acharam o livro muito ruim. A autora não segue uma técnica de escrita (fato que incomodou bastante as leitoras que são profissionais da comunicação) e aborda todas as besteiras que um ser humano pode fazer. Frank é um típico homem que quer uma mãe e não uma parceira, muito infantil,irresponsável e que sempre pode (e vai) piorar; e Cleo é muito vítima de sua própria vida, acreditando fortemente que a solução para todos os seus problemas seria seu relacionamento com Frank. Ambos não se ajudam e convivem com pessoas que ajudam bem menos. Como a própria contracapa do livro fala, Cleópatra e Frankenstein é um romance dolorosamente real sobre relacionamentos (tóxicos) e decisões. Todo o trajeto do relacionamento deles é preocupante e não muda, já que eles são um casal que não se comunica e que mostra cada vez mais como está fadado ao fim, mesmo que eles não aceitem. O encontro do Clube do Livro foi leve, comunicativo, divertido e muito dinâmico. Todas falaram como se estivessem num ambiente acolhedor e já se mostram ansiosas para o próximo livro a ser comentado. É possível encontrar mais informações sobre como participar do clube no instagram do Além da Trend.

  • Batman Begins (2005): o avô dos jogos de herói do século XXI

    Com o anúncio do novo jogo da franquia LEGO BATMAN, que não dava as caras (pelo menos como uma IP — intellectual property — solo) há mais de 10 anos, LEGO BATMAN O LEGADO DO CAVALEIRO DAS TREVAS , foi anunciado na última terça-feira (19), durante uma apresentação no palco da gamescom, na Alemanha. O game desenvolvido pela Traveller's Tales (Tt games) será lançado em 2026 e reunirá diversos universos onde o cavaleiro das trevas é o protagonista, como os filmes do Tim Burton, Christopher Nolan e até mesmo de mídias mais recentes como o filme de Matt Reeves. Com uma jogabilidade que parece unir a nova estética utilizada em LEGO STAR WARS : THE SKYWALKER SAGA e a mais completa gameplay da série Arkham , o jogo parece ter empolgado gerações de fãs tanto os da LEGO quanto os da série Arkham . Mesmo depois de 20 anos de seu lançamento, LEGO BATMAN ainda consegue gerar frutos e referências. Batman Begins (2005) nasceu como um produto paralelo ao renascimento do herói nos cinemas. O filme de Christopher Nolan anunciava uma fase realista e sombria, distante do excesso cartunesco dos anos 1990. O jogo, desenvolvido pela Eurocom e publicado pela Electronic Arts , lançado para XBOX e Playstation 2, chegou ao público com a marca de ser mais uma adaptação licenciada e, para a época, isso significava expectativas moderadas e até mesmo limitadas à essa perspectiva. Jogos baseados em filmes geralmente cumpriam apenas a função de prolongar a experiência da sala de cinema. Mas, revisto quase vinte anos depois, Batman Begins parece guardar mais do que o simples reflexo de uma campanha publicitária: ele antecipou, de maneira ainda tímida, ideias que se tornaram centrais para a identidade dos jogos do “Cavaleiro das Trevas". Batman Begins era, de fato, ambicioso, contando com os atores originais do filme para reprisar seus papéis e dar voz aos seus respectivos personagens no jogo. No contexto de 2005, os games viviam um momento de transição. Splinter Cell e Metal Gear Solid haviam popularizado o stealth como linguagem, enquanto títulos como Prince of Persia : The Sands of Time mostravam o potencial da ação em terceira pessoa com fluidez e narrativa. Batman Begins se inseriu nesse cenário com uma ambição contida, tentando levar ao jogador a atmosfera carregada de sombras que Nolan havia concebido no cinema. O resultado foi uma mescla de gêneros: combate corpo a corpo direto, sequências de perseguição com o Batmóvel e, sobretudo, a aposta em um sistema de medo. Essa mecânica permitia manipular o ambiente para desestabilizar inimigos, soltar morcegos, apagar luzes e provocar explosões. A ideia era clara: fazer com que o jogador não apenas encarnasse o Batman, mas também o mito do medo que o personagem projeta. Vista pela perspectiva de hoje, a jogabilidade é limitada, quase um esboço. O combate se resume a poucos movimentos, a furtividade depende de rotas previsíveis e o Batmóvel que, embora divertido em sua grandiosidade, é preso a corredores lineares. Mas, o que parecia rudimentar em retrospectiva era, na época, um respiro diante da enxurrada de adaptações superficiais que a indústria oferecia. O jogo ousou dar um passo além do mínimo: ele não queria apenas reproduzir a narrativa do filme, mas testar linguagens interativas capazes de traduzir o peso psicológico do herói. E é aqui que está a sua importância. Se hoje reconhecemos a série Arkham como o ápice da experiência de ser o Batman nos videogames, é preciso enxergar em Batman Begins uma ponte para esse caminho. A atmosfera realista, o uso do medo como ferramenta de combate e a insistência na furtividade já estavam ali, embrionários. A Rocksteady , poucos anos depois, expandiu esses conceitos com profundidade, mas é difícil não perceber no jogo de 2005 uma espécie de ensaio, um laboratório que preparava o terreno. Revisitar o título é, portanto, mais um gesto de memória do que uma busca por prazer imediato de jogabilidade. Ele não resiste às comparações com o que veio depois, mas também não deve ser esquecido. É justamente no contraste com seus sucessores que sua relevância se torna clara. Entre um passado de jogos promocionais esquecíveis e um futuro de excelência crítica e comercial, Batman Begins ocupa o espaço da transição, um lugar onde as sombras ainda não tinham forma definitiva, mas já anunciavam a chegada de algo maior. É nesse sentido que o jogo permanece fascinante. Não como obra-prima, mas como testemunho de um momento. Um retrato de 2005, ano em que a figura do Batman se redesenhou não apenas no cinema, mas também no espaço interativo. Ele é imperfeito, limitado e datado, mas, em sua própria incompletude, já estava traçando um caminho sólido ao futuro. E talvez seja justamente isso que o torna memorável: a sensação de que, em suas sombras, já habitava a promessa do herói que os videogames mereciam.

  • LENDAS JAPONESAS – RESENHA

    Livros de contos, ou coletâneas, são formatos “acessíveis” a novos leitores que, muitas vezes, buscam esse tipo de obra a fim de conhecer novos gêneros literários ou mais histórias de um determinado autor. Dessa forma, é possível deduzir que, aqueles que buscam informações sobre livros de contos, muitas vezes estão tendo o seu primeiro contato com essa obra em questão. Com isso em mente, acredito ser importante pontuar que, se você está atrás de informações sobre histórias/folclore japonês, você veio ao lugar certo. Lendas Japonesas é um livro ilustrado pela artista italiana Loputyn, traduzido em português por Valentina Cantoria e publicado pela Editora DarkSide. Seu conteúdo consiste na intercalação entre ilustração e história, que em todo o livro, não passam de uma página e com quase nenhuma conexão entre si.. Há uma separação temporal desses contos, alguns contêm períodos específicos ou anos aproximados, mas nunca datas exatas, o que reforça a ideia de desconexão das histórias entre si: o que não é um problema, uma vez que o livro não se propõe a ser assim. Os contos variam de gênero. Mesmo sendo difícil defini-los, podemos dizer que ele passa da fantasia ao terror de forma sutil e muitas vezes indistinguível. Aqui, faço um alerta para aqueles que talvez tenham interesse em comprar esse livro para crianças: As histórias, apesar disso, são riquíssimas. Nelas, são apresentados diversos elementos da cultura e história do Japão de maneira encantadora. Destaco aqui a utilização da Hora do Boi. A Hora do Boi é o período que vai da 1 ás 3 da madrugada, momento onde ocorre o “popularmente” Ushi No Koku Mairi (丑の刻参り) . No livro, nenhum dos conto específica esse ritual, mas vários deles relatam algum ponto chave nesse horário, referindo-se diretamente como “a hora do boi”. Com essa breve contextualização, retorno à introdução para esclarecer outro ponto: a história que é apresentada, períodos específicos destacados, expressões populares ou até objetos comuns, são elementos inerentes às histórias que em nenhum momento recebem explicações, o que muitas vezes acaba por atrapalhar a compreensão da história e o seu aproveitamento. Explicações essas que poderiam facilmente ocupar um espaço pequeno de até 1,5 cm nos cantos ou final do livro, mas que sua ausência não é justificada por quase nada, uma vez que falta de espaço não é, pois o texto, título e elementos gráficos são centralizados na espinha da página, ficando visível o espaço para o arranjo essas informações importantes. Em suma, Lendas Japonesas é um livro perfeito para aqueles que conhecem, mesmo que um pouco, da cultura popular japonesa e querem ler histórias que aprofundam o seu repertório, além de ter a oportunidade de admirar as artes da Loputyn nesse momento de leitura, ou fazer o processo inverso para aqueles que leram o quadrinho Francis, ou simplesmente são fãs do trabalho da ilustradora.

  • Tina - Respeito: Além da Graphic

    A tão querida hippie dos quadrinhos ganha vida no teatro com a história mais importante das Graphics MSP Sabe quando você encontra alguém que sempre admirou e tem aquele choque ao pensar “Meu Deus… Essa pessoa realmente existe, eu estou vendo ela”? Essa foi a minha sensação durante a peça inteira não só porque eu estava vendo ao vivo a Isabelle Drummond, mas também não é todo dia que você está cursando jornalismo por conta do Maurício de Sousa e vai ver uma peça sobre uma das personagens (opinião pessoal porém correta) mais incríveis que ele já fez, que inclusive é jornalista também. Tina: Respeito (graphic e peça) conta sobre a realização do sonho de Tina de trabalhar em uma redação e todos os desafios (gigantescos) que uma mulher tem ao trabalhar em ambientes dominados por homens. Fefê Torquato retrata e centraliza o pior pesadelo de todas as mulheres: o assédio. A graphic mais querida pela redação do Godê já deu as caras aqui, quando contei sobre todos os livros que devorei em 2023 e, sobre essa obra maravilhosa, mal tenho palavras para descrever como o desenho é LINDO. Acho legal ver como nos quadrinhos ela é bem adolescente e na Graphic ela realmente parece jovem-adulta. Também acho muito legal a ideia de trazer o tema para os quadrinhos, mostra que sim, existe assunto pode e precisa ser abordado em TODO lugar e que o quadrinho (formato) é lido por pessoas de idades variadas, além do espaço maravilhoso que foi atingido ao termos um quadrinho (MSP) com uma famosa protagonista feminina, falando sobre o machismo das redações e escrito por uma mulher… SÃO MUITOS ELOGIOS. Sobre “a obra da obra” (a peça)... Gente, toda mídia MSP fora dos quadrinhos é inacreditavelmente uma imersão incrível para dentro dos quadrinhos porque TODA a ambientação é de uma criatividade inexplicável. A troca dos cenários era muito criativa, o figurino (o figurino do Rolo!!!!!) era perfeitamente condizente com os personagens, inclusive, assim que a peça começou, vi uma das atrizes e logo pensei “ela literalmente saiu do quadrinho, porque eu olho para ela e já lembro da personagem”, a ambientação era muito, muito boa, tudo te fazia estar na história da Fefê Torquato. Sem contar que, a Isabelle Drummond é bizarramente a Tina, assim como todos os outros atores são praticamente os personagens do Maurício, é incrivelmente fiel e mágico ao mesmo tempo. É muito bom ser fã e ver coisas assim, é ainda melhor ser mulher e ver o tema ser retratado com transparência e respeito. Infelizmente, a temporada de Tina: Respeito chegou ao fim, porque ela é claramente algo que eu assistiria de novo e de novo sempre que possível, assim como tenho de costume com a graphic. O teatro me traz sensações únicas, mas fico feliz de poder sempre entrelaçar elas com as sensações de ler uma HQ MSP e ficar feliz pelo ato de respeito.

  • Entre Andares e Reflexões

    Um edifício não é apenas concreto e aço, mas o reflexo dos sonhos e das falhas de quem o habita; é um testemunho silencioso das mudanças que ousamos — ou tememos — fazer em nossas próprias vidas. Edifício, do artista Gabriel Coelho, é uma HQ publicada em 2024 que encanta pela simplicidade com que revela a complexidade da vida cotidiana. Situada em um cenário urbano de concreto e solidão, a narrativa explora a vida de um rapaz cotidiano sem nome, em um prédio comum, que, à primeira vista, parece apenas mais um bloco de apartamentos numa cidade como tantas outras. Entretanto, por meio de um pedaço de papel e um lápis, a obra se destaca ao capturar nuances e detalhes que, em um olhar rápido, talvez passassem despercebidos. Gabriel nos apresenta como pessoas comuns com sonhos quebrados, amores passados, e segredos bem guardados, podem se tornar mais do que arquétipos de dramas urbanos – tornam-se reflexos de uma humanidade universal e, por vezes, dolorosamente familiar. Com uma paleta de cores basicamente monocromática, evoca a passagem de um dia chuvoso, o autor sustenta uma atmosfera melancólica, mas com um toque sutil de esperança, criando uma sensação agridoce que ressoa como um eco das histórias que habitam suas páginas. Essa graphic novel não se limita ao escopo aparente de apenas um relato do cotidiano; ela explora com profundidade e delicadeza os desejos de cenários perfeitos, que muitos buscam nos fundos de suas mentes e parecem tão distantes. Mais do que um prédio, o "Edifício" de Gabriel é uma elegia a uma idealização de desejos, provando que cada detalhe em sua construção, por mais trivial que possa parecer, esconde uma complexidade que merece ser observada e celebrada. A obra foi a vencedora do terceiro lugar, na premiação do Segundo Festival de Cultura e Cidadania da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. A narrativa gira em torno de um jovem frustrado com a arquitetura desleixada de seu prédio, onde a falta de planejamento e problemas estruturais parecem ilustrar um descaso urbano e social. No entanto, seu destino muda ao encontrar uma planta mágica, cujas modificações misteriosamente transformam a estrutura do edifício em tempo real. A partir dessa premissa engenhosa, Gabriel Coelho constrói uma história rica em simbolismos e crítica social, onde cada alteração física no prédio reflete também um desejo oculto e, muitas vezes, inconsciente de mudança e controle sobre o ambiente. O autor utiliza essa ideia para tecer uma trama que dialoga com a sensação de impotência comum em grandes centros urbanos, transformando a frustração do protagonista em uma experiência quase surreal de poder e autodescoberta. Mais do que uma simples história de realismo mágico, Edifício explora questões de pertencimento, identidade e as sutis dinâmicas de convivência em um espaço compartilhado, subvertendo o conceito de que o ambiente apenas molda o indivíduo e revelando o poder latente de o indivíduo moldar o ambiente ao seu redor. Apesar de curto, “Edifício” não só encanta pela criatividade, mas revela profundidade ao abordar, com sensibilidade e crítica, temas como negligência urbana e o desejo de transformação pessoal. o prédio onde o protagonista reside emerge não só como cenário, mas como um espelho que reflete o peso de uma vida atada à negligência e ao desgaste das estruturas ao seu redor. Os problemas de infraestrutura — portões sem cobertura, infiltrações que se espalham pelas paredes, falta de elevador e ausência de porteiro — não são meros inconvenientes: tornam-se símbolos do descaso que permeia a vida das pessoas comuns, especialmente aquelas que habitam espaços menos favorecidos. Cada detalhe corrompido do edifício intensifica a frustração do protagonista, que sente na pele o incômodo de um cotidiano que se dissolve na precariedade. A chuva incessante que o recebe ao retornar para casa, o desconforto físico que lhe acompanha são reflexos da própria insatisfação interna, uma frustração que cresce, alimentada pelos obstáculos aparentemente inamovíveis à sua volta. No entanto, ao descobrir a planta mágica do edifício — um artefato que não só guarda o projeto original, mas permite que as mudanças feitas ali se materializem na estrutura real — ele encontra uma inesperada possibilidade de transformação. A planta se torna um portal para algo mais profundo: é uma metáfora para o poder de alterar o que antes parecia imutável, uma subversão das camadas de burocracia e inércia que geralmente impedem qualquer tipo de mudança real. À medida que ele corrige as falhas do edifício, há uma transformação paralela dentro de si, como se, ao modificar fisicamente o espaço, ele também resgatasse um controle interno sobre sua própria vida. Nesse ato quase utópico de reformar o prédio, a narrativa sugere que, às vezes, a jornada para melhorar o mundo ao nosso redor começa ao reconhecer, e ousar intervir, nas rachaduras que ignoramos todos os dias. No entanto na busca pela perfeição e controle sobre o ambiente que o cerca, o protagonista se lança numa empreitada ousada, tentando, sem experiência técnica, transformar o prédio em uma versão idealizada de si. Contudo, sua falta de conhecimento logo o confronta com a fragilidade da estrutura: o edifício se torna instável, quase culminando em uma tragédia que ele próprio havia pretendido evitar. Esse momento revela o preço da ambição mal direcionada, sugerindo que a vontade de transformar algo complexo exige mais do que boas intenções; ela demanda preparo, entendimento dos sistemas envolvidos e uma consideração séria pelas possíveis consequências. Sua tentativa de corrigir falhas arquitetônicas, ao mesmo tempo que expressa seu desejo de melhora, expõe a tensão entre o impulso de mudar e a habilidade real de fazer isso de maneira sustentável. A chegada do engenheiro à trama, em contraste, introduz a figura do conhecimento formal, uma intervenção que equilibra a impulsividade do protagonista com a racionalidade técnica. Onde ele age sob a égide da frustração e da insatisfação pessoal, o engenheiro representa a precisão e o entendimento profundo das limitações e possibilidades da arquitetura. Esse contraste entre os personagens reforça uma reflexão sobre a importância de qualificação em qualquer tipo de reforma estrutural, seja física ou metafórica, como se a experiência e o domínio da técnica fossem não só necessários, mas fundamentais para que a transformação seja benéfica e segura. Ainda assim, a ousadia do protagonista em interferir na estrutura lhe rende um desfecho trágico: ele é preso, vítima de uma criminalização que ignora seu contexto e motivação. Sua tentativa de explicar-se é abafada, sugerindo uma sociedade que reprime a intervenção não autorizada, uma crítica ao sistema que privilegia os caminhos formais e hierárquicos em detrimento da ação individual e da inovação. Ao tentar transpor seu papel de “morador” para o de “transformador”, ele desafia os limites tácitos impostos pela ordem social, e sua punição sugere a força das normas e da burocracia que controlam o que pode ou não ser mudado — e por quem. Porém, o destino do protagonista toma um rumo ambíguo quando um colega de cela lhe oferece uma planta da prisão, reacendendo a centelha da mudança em um lugar onde sua liberdade é fisicamente limitada. Essa planta surge como um símbolo dúbio: pode representar a oportunidade de escape e de reaver sua liberdade, ou pode servir como uma advertência sobre as armadilhas do poder sem plena responsabilidade. Ao confrontar-se novamente com a possibilidade de transformar seu ambiente, a narrativa deixa em aberto se ele aprendeu a considerar as repercussões de suas ações ou se está fadado a repetir erros, em um ciclo onde controle e liberdade estão constantemente em tensão. No final, a história sugere uma meditação sobre responsabilidade, ao mostrar que a mudança, seja em estruturas arquitetônicas ou sociais, implica em compromissos com suas consequências. O protagonista descobre que não basta desejar um espaço melhor ou mais justo; é preciso refletir profundamente sobre o impacto que suas ações terão nos outros e no futuro. Essa jornada de transformação se torna, assim, um convite ao leitor para considerar a responsabilidade intrínseca ao desejo de moldar o mundo ao seu redor — uma mensagem que transcende o edifício e questiona nossa relação com as mudanças que queremos ver. — Autor de Edifício: @coelhocomic

  • O melhor lugar para visitar no Halloween

    Este passeio é só para os corajosos ou para aqueles que escolhem as travessuras ao invés dos doces e querem muito, quem sabe, ver o Conde Drácula no meio de uma festa. Quando pensamos no halloween, pensamos em bruxas, monstros, fantasias, fantasmas e… Morcegos, principalmente no mais famoso deles: Conde Drácula. Agora, já imaginou ir para uma festa de halloween no castelo do mais clássico personagem de halloween? Transilvânia já é um destino obrigatório não só para os amantes de terror, mas também para quem quer fazer um bom passeio no dia das bruxas. O melhor lugar para se visitar nessa época do ano é Bran, uma pequena vila (real) onde se passa o conto e que podemos ver com nossos próprios olhos o Castelo do Drácula (originalmente nomeado Castelo de Bran), construído no século XIII. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Bran É possível achar vários pacotes de turismo para toda a vila mas, falando especificamente do castelo, existem pacotes muito completos com visita guiada, hospedagem, café e muito mais para os corajosos que aceitarem adentrar nos aposentos do Conde. É especificamente um incrível destino para o halloween pois todo ano acontece uma festa dentro do castelo e que vai de noite até a manhã do dia seguinte, com direito a um tradicional jantar romeno e outras atividades muito típicas não só da Transilvânia, mas da época tão característica que se passam esses grandes clássicos literários. Devido ao calendário, esse ano a festa acontece no dia 2 de novembro e os pacotes tem uma média de R$2.000,00 (fique atento para as informações do pacote, nem todos cobrem hospedagem ou alimentação).

  • Reag Belas Artes abre sessões do famoso "noitão" para a estreia do novo filme do Coringa

    Os amantes de super-heróis e passeios mais culturais irão enlouquecer com essa “velha novidade” que vai acontecer na madrugada do dia 04 para o dia 05 de outubro. Quem já ama passear por São Paulo (ou quem está se planejando para isso) tem a obrigação de conhecer o cinema de rua REAG Belas Artes. O cinema mais cult e amado da cidade de São Paulo traz muito mais do que sessões atuais de cinema: conta com diversas programações especiais como o Porão Belas Artes, Belas Sonoriza e o criativo Noitão Belas Artes. Nesse último citado, o “Belas” traz uma madrugada temática com, geralmente, 3 filmes que vão das 23h às 06h. Você compra um ingresso (que tem ótimos preços) e tem direito de assistir os 3 filmes! E, no mês de outubro, o tema será Coringa: Born This Way, uma brincadeira com a estreia do segundo filme do Coringa, que terá atuação da Lady Gaga. Retirado de: https://reag.com.br/noticias-da-midia/reag-belas-artes/ A programação do noitão vem com: Coringa: Delírio a Dois, Batman: O Cavaleiro das Trevas e um filme surpresa! A procura foi tanta que o cinema precisou abrir quatro salas e ainda trazer a proposta de um novo evento: o “Matinão Belas Artes”. O REAG Belas Artes é amado não só por sua programação criativa, mas também por seu espaço. Próximo a saída do metrô Consolação, o espaço do cinema traz um ar retrô, com muitos posters espalhados, uma bomboniere com muita cara de cinema, salas muito bem montadas… Até os ingressos e acessórios vendidos no cinema (sim, se você é turista ou apaixonado por cinema, o Belas Artes vende bottoms, ecobags e muito mais) são pensados especialmente para não nos esquecermos de como o cinema de rua era e ainda pode ser característico e acolhedor. Você pode comprar os ingressos para o noitão e ver a programação especial e a padrão, basta entrar no site do cinema ou ir até lá visitar o lugar! fica na Rua da Consolação, 2.423, como dito, na saída da estação Consolação do metrô Disponível em: https://www.infomoney.com.br/business/cine-belas-artes-fecha-patrocinio-com-a-reag-investimentos/

  • Bienal do Livro: Quem lê faz grandes Amigos

    Na última semana (06 a 15) aconteceu o meu evento favorito no mundo todo: a Bienal do Livro de São Paulo, um evento gigantesco com tudo que você imagina que envolve a literatura. Eu fui na 26º edição, em 2022. Foi mágico, tirei muitas fotos naquele ano e voltei cheia de sacolas para casa. E já que os livros são as coisas que eu mais amo no mundo, dá para imaginar que esse ano não foi diferente! Começando por o que todo mundo sempre quer saber: preços. Esse ano, achei que estava mais caro, mas entendo que pode ser por ser a Bienal com mais ingressos vendidos. Apesar disso, voltei para casa bem satisfeita e com uma boa pilha nova de leitura (tem um vídeo no meu tik tok mostrando tudo que comprei). Ah, esse ano eu fui quase a semana inteira e voltei todas as vezes com um mimo a mais, então sim, apesar de mais caro, foi bem proveitoso e, se vocês quiserem voltar na próxima Bienal do Livro (o que eu particularmente quero muito fazer), é legal já se organizar no próximo ano para voltar cheio de coisas também. Outra coisa que eu amei e não tinha na última edição foram as várias ativações de brinde! Amazon, Faber-Castell, Intrínseca… Os brindes podem ser só brindes, como foi o caso da Amazon, mas em sua maioria só podem ser adquiridos nas suas compras. A Intrínseca, que é a mais criativa nos brindes, tinha desde bottom até copo, a Companhia das Letras tinha Ecobag… Por isso, vá preparado para comprar muito, para resgatar os brindes exclusivos. Agora vamos falar do que mais me apaixona depois dos livros: Os cenários. Aaaaah os cenários! Cada stand era único, com vários lugares feitos especialmente para fotos e eu adoro tirar fotos em eventos. Obviamente, meu favorito foi o da Rocco, que imitava a capa do livro Amêndoas, que é oficialmente um dos meus livros favoritos, mas também tinha o espaço da Intrínseca, da Martins Fontes que contava com uma linda Mafalda, o espaço dedicado especialmente para o Ziraldo (este foi exclusivamente homenageado nessa Bienal do Livro, por seus anos e anos de trabalho e seu grande legado) e tudo muito bem detalhado. Aqui já fica a dica para os amantes de fotos que nem eu. Essa foi a primeira vez que fui a um evento credenciada como imprensa. Assim, descobri que os colaboradores do evento te enviam diversas ideias de pautas e preparações para o evento nas semanas que o antecedem. Não pude fazer matérias pré-evento por conta da demanda, mas percebi vários pontos legais nessa edição, como a iniciativa super bacana da Colgate em dar mais espaço para pessoas com deficiência visual, dando acessibilidade com coordenadas em libras, um espaço (na área das infâncias) com livros sobre e com acessibilidade e guias dentro e fora do evento. Também soube da bonita homenagem feita ao Ziraldo, vi várias referências aos seus livros espalhadas por todo o evento (a que mais amei foram as referências a coleção “Os Meninos dos Planetas”) mas não quis tirar fotos, senti que era algo muito sensível e feito para ser admirado e guardado na memória, não para marketing. E, o que mais me tocou, o tema da Bienal foi “Quem lê faz grandes amigos”. E isso não poderia ser mais verdadeiro: as minhas grandes aventuras, descobertas e boas sensações vieram da leitura. Eu converso muito sobre livros com as minhas amigas, eu fiz amigas quando comecei a ler fanfics por causa das fanfics, eu me apaixonei por culpa das HQs, eu escolhi uma profissão que tem a leitura e a escrita como base… Ler me deu grandes amigos e (como diz aquela frase clichê) me deu mil vidas e todas elas foram e são incríveis. Acho que isso mostra que a Bienal é mais do que uma feira de livros e uma exposição do mercado editorial. Ela é um evento dedicado à apreciação da leitura, independente de qual gênero e faixa etária ela venha, a leitura é algo gostoso, valioso e feito para ser admirado. Ver não somente adultos, mas muitas crianças e adolescentes encantados com os milhares de universos que a leitura nos leva se tornou uma memória incrível, me lembrou mais uma vez que ler é a melhor sensação do mundo.

  • 3 Exposições para Visitar em São Paulo no mês de Setembro

    São Paulo é popularmente conhecida como “a cidade que não dorme”, com bares que funcionam a madrugada inteira e muitos programas para o fim de semana. Porém, na grande metrópole também tem espaço para os amantes de arte e passeios culturais. Nesse mês de setembro, temos muitas exposições acontecendo! Aqui estão três exposições para visitar esse mês: Desafio Salvador Dali Localizada no Museu de Arte Brasileira (Rua Alagoas, 903 – Higienópolis), a exposição conta com 6 áreas com mais de 100 conteúdos inéditos do pintor surrealista. O espaço conta com as suas mais famosas obras, a recriação de seu ateliê, uma galeria audiovisual com um acervo exclusivo e interações tecnológicas, com óculos de realidade virtual. No site para compra de ingressos tem uma dica: leve seus fones de ouvido e seu celular para participar do universo surreal de Dali. A exposição vai até o dia 29 de setembro, com horários de 09h às 20h e com ingressos a partir de R$30, 00. Disponível em: https://salvadordalisp.com.br/sao-paulo/ O Cinema de Billy Wonder Concebido inteiramente pelo MIS (Museu da Imagem e Som), a exposição destaca 13 de seus 27 longa-metragem, com direito a cartazes, fotografias de bastidores, cenas selecionadas e editadas exclusivamente para a exposição, objetos das cenas, figurinos originais e depoimentos. Com uma curadoria impecável, o MIS fica localizado no Jardim Europa (Av. Europa, 158, Jd. Europa), de terça a sexta das 10h às 19h, de sábado das 10h às 20h e, de domingos e feriados, das 10h às 18h e tem o que mais amamos: ingressos gratuitos! mas apenas nas terças-feiras e na terceira quarta-feira de cada mês. É possível ver os preços dos outros dias no site do MIS, no espaço sobre a exposição. Disponível em: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/historia-hoje/conheca-nova-megaexposicao-do-mis-o-cinema-de-billy-wilder.phtml Pegadas do Pequeno Princípe Celebrando os 80 anos do maior best-seller da história da literatura francesa, a exposição tem 12 ambientes com várias referências sobre a obra e o autor (inclusive de sua passagem no Brasil), com muitas ativações interativas, tudo muito apaixonante e com uma estética simples e pura como o livro. Pegadas do Pequeno Príncipe fica localizada no Shopping Vila Olímpia, com ingressos a partir de R$19, 80 (crianças de até 03 anos não pagam). “Voe” para a exposição, pois ela tem curta temporada. Disponível em: https://blog.ticketmaster.com.br/outros-artigos/exposicao-interativa-pegadas-do-pequeno-principe-chega-a-sao-paulo-430/

  • EXPOSIÇÕES DA UNIBES CULTURAL PARA O FESTIVAL DE FOTOGRAFIA DE SÃO PAULO

    Na última terça-feira (30/04) tive a oportunidade de ver três exposições de fotografia no Unibes Cultural para o Festival de Fotografia de São Paulo, sob a direção de João Kulcsár, curador de exposições fotográficas no Brasil. O Festival de Fotografia de São Paulo vai de abril até junho (2024), com várias atividades! Infelizmente, a exposição da Elena Givone já acabou, mas as outras duas exposições vão de 27 de abril a 25 de maio. O Unibes Cultural fica na Rua Oscar Freire, 2500, São Paulo - SP, ao lado da saída da estação Sumaré (Linha 2- Verde) e vale a pena conferir toda a programação do festival lá no site deles e participar o máximo possível destas atividades muito interessantes.

  • TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER O MET GALA 2024

    Tudo que você precisa saber sobre o maior e mais secreto evento da moda na edição deste ano. Toda primeira segunda-feira do mês de maio ocorre o Met Gala e este ano não seria diferente. Conhecido como o “Oscar” do mundo da moda, ele acontece uma única vez por ano e reúne famosos, marcas renomadas e looks escandalosos em seu tapete vermelho (que é o único momento do evento que a mídia tem acesso). Criado em 1948 pela publicitária Eleanor Lambert (que também é responsável pela semana da moda em NY) e popularizado por Diana Vreeland, ex-editora da revista Vogue, o Met Gala é famoso por seus temas anuais que, por seus títulos abstratos, acaba deixando não apenas os espectadores confusos, mas os convidados também, fazendo por vezes que apareçam várias pessoas que claramente não entendem muito bem e acabam saindo do código de vestimenta. Quem escolhe os convidados e definiu a data do evento foi a atual editora-chefe da Vogue: Anna Wintour, que também é responsável por torná-lo algo exclusivo para os maiores nomes da moda, música, cinema, (agora) redes sociais e política. Segundo o New York Times, por mais que tenham que ser selecionados, os convidados do evento ainda pagam uma quantia que no ano passado chegou a US $50 mil. Existem muitas especulações sobre o que realmente é o Met Gala, pois a mídia só pode participar do tapete vermelho e o resto do evento é totalmente secreto, sabemos apenas que é um evento beneficente para a ala de moda do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque. A teoria mais aceita é a de que eles fazem um grandioso jantar. Como imaginado, a revista Vogue faz uma das coberturas mais completas do evento e anunciou que o tema deste ano seria “Sleeping Beauties: Reawakening Fashion” (em tradução livre, “Belezas Adormecidas: O Despertar da Moda”). Mesmo que muitos convidados tenham se confundido, o tema deste ano não era voltado para os Irmãos Grimm ou a Disney (que inclusive fez uma postagem no Instagram com os looks que faziam releituras de seus personagens), mas tem tudo a ver com roupas e moda frágeis, que nunca mais poderão ser usadas, ficam adormecidas. Assim, eram esperadas vestimentas que remetessem a moda do século XVII, ou até mesmo modelos únicos e exclusivos (o que especulam ser um tipo de indireta ao vestido que a Kim Kardashian usou no ano passado). O “sub-tema” realmente remete a coisas florais: The Garden of Time, inspirado em um conto escrito por JG Ballard, em 1962, uma utopia vivida por um conde e sua esposa, o terraço em que moram dá vista para um maravilhoso jardim florido, porém, segurar essas flores é tão impossível quanto segurar um único grão de areia. Dessa maneira, ambos os temas se unem e era esperada uma moda vitoriana com muitos elementos florais, peças raras ou exclusivas, achados que jamais poderão ser usados novamente, que remetem a uma moda única e tão frágil, frágil como as flores. Fonte: https://vogue.globo.com/moda/noticia/2024/02/tudo-sobre-o-tema-e-dress-code-do-met-gala-2024.ghtml

  • Relação entre TOC, amor e Star Wars

    Tenho muitas coisas para dizer e não sei por onde começar porque não sou boa em entender 100% “mensagens” em livros, mas acho que Tartarugas até lá Embaixo foi diferente. Aza é uma forte concorrente de Alasca Young como minha personagem favorita do John Green e também é portadora de TOC (transtorno obsessivo compulsivo) que tenta conviver em sociedade sem ser dominada por seu transtorno , tudo isso enquanto tenta achar um bilionário caloteiro que desapareceu e se apaixona (mais) pelo filho mais velho dele, que foi seu amigo de infância (e com uma melhor amiga que aparentemente odeia ela). Entendo muitas coisas que se passam no livro, como a dificuldade que Aza tem em questões de relacionamento com Davis, entendo como o TOC deixa ela triste, nervosa e até apática, mas algo que me tira do sério é a Daisy! descrevendo a melhor amiga como a pior pessoa do mundo e sequer diz isso na cara da Aza. Entendo que ninguém é obrigado a conviver com o transtorno do outro, mas todos somos obrigados a lembrar e respeitar até onde o outro pode ir, e a Daisy transforma a amiga no pior personagem da fanfic que escreve unicamente para justificar seu sentimento de solidão sobre o modo apático e distante de Aza quando a própria está tentando muito ser maior do que o TOC. Vemos muito de nós mesmos nos outros e, às vezes, o defeito que vemos no outro, na verdade é nosso… Então será que quando Daisy diz que a Aza age como se o mundo girasse em torno dela e dos seus minúsculos problemas, ela não está referindo-se a si própria? Bom, eu particularmente não perdoaria alguém que me tornasse na pior personagem dentro do universo de Star Wars. Apesar dessa revolta literária, Tartarugas até lá Embaixo é um livro divertido e bem rápido, que mostra, no final das contas, que lidar com nossos medos, nossos transtornos e ainda lidar com a realidade não é tão fácil como as pessoas não atípicas acreditam ser. Sem dúvidas é um dos meus livros favoritos e é sim uma leitura indicada.

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