Tina - Respeito: Além da Graphic
- Lauryn Amaral

- 4 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
A tão querida hippie dos quadrinhos ganha vida no teatro com a história mais importante das Graphics MSP
Sabe quando você encontra alguém que sempre admirou e tem aquele choque ao pensar “Meu Deus… Essa pessoa realmente existe, eu estou vendo ela”? Essa foi a minha sensação durante a peça inteira não só porque eu estava vendo ao vivo a Isabelle Drummond, mas também não é todo dia que você está cursando jornalismo por conta do Maurício de Sousa e vai ver uma peça sobre uma das personagens (opinião pessoal porém correta) mais incríveis que ele já fez, que inclusive é jornalista também.
Tina: Respeito (graphic e peça) conta sobre a realização do sonho de Tina de trabalhar em uma redação e todos os desafios (gigantescos) que uma mulher tem ao trabalhar em ambientes dominados por homens. Fefê Torquato retrata e centraliza o pior pesadelo de todas as mulheres: o assédio.
A graphic mais querida pela redação do Godê já deu as caras aqui, quando contei sobre todos os livros que devorei em 2023 e, sobre essa obra maravilhosa, mal tenho palavras para descrever como o desenho é LINDO. Acho legal ver como nos quadrinhos ela é bem adolescente e na Graphic ela realmente parece jovem-adulta. Também acho muito legal a ideia de trazer o tema para os quadrinhos, mostra que sim, existe assunto pode e precisa ser abordado em TODO lugar e que o quadrinho (formato) é lido por pessoas de idades variadas, além do espaço maravilhoso que foi atingido ao termos um quadrinho (MSP) com uma famosa protagonista feminina, falando sobre o machismo das redações e escrito por uma mulher… SÃO MUITOS ELOGIOS.
Sobre “a obra da obra” (a peça)... Gente, toda mídia MSP fora dos quadrinhos é inacreditavelmente uma imersão incrível para dentro dos quadrinhos porque TODA a ambientação é de uma criatividade inexplicável. A troca dos cenários era muito criativa, o figurino (o figurino do Rolo!!!!!) era perfeitamente condizente com os personagens, inclusive, assim que a peça começou, vi uma das atrizes e logo pensei “ela literalmente saiu do quadrinho, porque eu olho para ela e já lembro da personagem”, a ambientação era muito, muito boa, tudo te fazia estar na história da Fefê Torquato. Sem contar que, a Isabelle Drummond é bizarramente a Tina, assim como todos os outros atores são praticamente os personagens do Maurício, é incrivelmente fiel e mágico ao mesmo tempo. É muito bom ser fã e ver coisas assim, é ainda melhor ser mulher e ver o tema ser retratado com transparência e respeito.
Infelizmente, a temporada de Tina: Respeito chegou ao fim, porque ela é claramente algo que eu assistiria de novo e de novo sempre que possível, assim como tenho de costume com a graphic. O teatro me traz sensações únicas, mas fico feliz de poder sempre entrelaçar elas com as sensações de ler uma HQ MSP e ficar feliz pelo ato de respeito.








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