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Bienal do Livro: Quem lê faz grandes Amigos

  • Foto do escritor: Lauryn Amaral
    Lauryn Amaral
  • 18 de set. de 2024
  • 3 min de leitura

Na última semana (06 a 15) aconteceu o meu evento favorito no mundo todo: a Bienal do Livro de São Paulo, um evento gigantesco com tudo que você imagina que envolve a literatura.


Eu fui na 26º edição, em 2022. Foi mágico, tirei muitas fotos naquele ano e voltei cheia de sacolas para casa. E já que os livros são as coisas que eu mais amo no mundo, dá para imaginar que esse ano não foi diferente!


Começando por o que todo mundo sempre quer saber: preços.

Esse ano, achei que estava mais caro, mas entendo que pode ser por ser a Bienal com mais ingressos vendidos. Apesar disso, voltei para casa bem satisfeita e com uma boa pilha nova de leitura (tem um vídeo no meu tik tok mostrando tudo que comprei). Ah, esse ano eu fui quase a semana inteira e voltei todas as vezes com um mimo a mais, então sim, apesar de mais caro, foi bem proveitoso e, se vocês quiserem voltar na próxima Bienal do Livro (o que eu particularmente quero muito fazer), é legal já se organizar no próximo ano para voltar cheio de coisas também.


Outra coisa que eu amei e não tinha na última edição foram as várias ativações de brinde! Amazon, Faber-Castell, Intrínseca… Os brindes podem ser só brindes, como foi o caso da Amazon, mas em sua maioria só podem ser adquiridos nas suas compras. A Intrínseca, que é a mais criativa nos brindes, tinha desde bottom até copo, a Companhia das Letras tinha Ecobag… Por isso, vá preparado para comprar muito, para resgatar os brindes exclusivos.


Agora vamos falar do que mais me apaixona depois dos livros: Os cenários. Aaaaah os cenários! Cada stand era único, com vários lugares feitos especialmente para fotos e eu adoro tirar fotos em eventos. Obviamente, meu favorito foi o da Rocco, que imitava a capa do livro Amêndoas, que é oficialmente um dos meus livros favoritos, mas também tinha o espaço da Intrínseca, da Martins Fontes que contava com uma linda Mafalda, o espaço dedicado especialmente para o Ziraldo (este foi exclusivamente homenageado nessa Bienal do Livro, por seus anos e anos de trabalho e seu grande legado) e tudo muito bem detalhado. Aqui já fica a dica para os amantes de fotos que nem eu.


Essa foi a primeira vez que fui a um evento credenciada como imprensa. Assim, descobri que os colaboradores do evento te enviam diversas ideias de pautas e preparações para o evento nas semanas que o antecedem. Não pude fazer matérias pré-evento por conta da demanda, mas percebi vários pontos legais nessa edição, como a iniciativa super bacana da Colgate em dar mais espaço para pessoas com deficiência visual, dando acessibilidade com coordenadas em libras, um espaço (na área das infâncias) com livros sobre e com acessibilidade e guias dentro e fora do evento. Também soube da bonita homenagem feita ao Ziraldo, vi várias referências aos seus livros espalhadas por todo o evento (a que mais amei foram as referências a coleção “Os Meninos dos Planetas”) mas não quis tirar fotos, senti que era algo muito sensível e feito para ser admirado e guardado na memória, não para marketing. E, o que mais me tocou, o tema da Bienal foi “Quem lê faz grandes amigos”. E isso não poderia ser mais verdadeiro: as minhas grandes aventuras, descobertas e boas sensações vieram da leitura. Eu converso muito sobre livros com as minhas amigas, eu fiz amigas quando comecei a ler fanfics por causa das fanfics, eu me apaixonei por culpa das HQs, eu escolhi uma profissão que tem a leitura e a escrita como base… Ler me deu grandes amigos e (como diz aquela frase clichê) me deu mil vidas e todas elas foram e são incríveis.


Acho que isso mostra que a Bienal é mais do que uma feira de livros e uma exposição do mercado editorial. Ela é um evento dedicado à apreciação da leitura, independente de qual gênero e faixa etária ela venha, a leitura é algo gostoso, valioso e feito para ser admirado. Ver não somente adultos, mas muitas crianças e adolescentes encantados com os milhares de universos que a leitura nos leva se tornou uma memória incrível, me lembrou mais uma vez que ler é a melhor sensação do mundo.


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