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LENDAS JAPONESAS – RESENHA

  • Foto do escritor: Zatara
    Zatara
  • 18 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Livros de contos, ou coletâneas, são formatos “acessíveis” a novos leitores que, muitas vezes, buscam esse tipo de obra a fim de conhecer novos gêneros literários ou mais histórias de um determinado autor.

Dessa forma, é possível deduzir que, aqueles que buscam informações sobre livros de contos, muitas vezes estão tendo o seu primeiro contato com essa obra em questão. Com isso em mente, acredito ser importante pontuar que, se você está atrás de informações sobre histórias/folclore japonês, você veio ao lugar certo.


Lendas Japonesas é um livro ilustrado pela artista italiana Loputyn, traduzido em português por Valentina Cantoria e publicado pela Editora DarkSide.

Seu conteúdo consiste na intercalação entre ilustração e história, que em todo o livro, não passam de uma página e com quase nenhuma conexão entre si.. Há uma separação temporal desses contos, alguns contêm períodos específicos ou anos aproximados, mas nunca datas exatas, o que reforça a ideia de desconexão das histórias entre si: o que não é um problema, uma vez que o livro não se propõe a ser assim.

Os contos variam de gênero. Mesmo sendo difícil defini-los, podemos dizer que ele passa da fantasia ao terror de forma sutil e muitas vezes indistinguível. Aqui, faço um alerta para aqueles que talvez tenham interesse em comprar esse livro para crianças:

As histórias, apesar disso, são riquíssimas. Nelas, são apresentados diversos elementos da cultura e história do Japão de maneira encantadora. Destaco aqui a utilização da Hora do Boi.

A Hora do Boi é o período que vai da 1 ás 3 da madrugada, momento onde ocorre o “popularmente” Ushi No Koku Mairi (丑の刻参り) . No livro, nenhum dos conto específica esse ritual, mas vários deles relatam algum ponto chave nesse horário, referindo-se diretamente como “a hora do boi”.

Com essa breve contextualização, retorno à introdução para esclarecer outro ponto: a história que é apresentada, períodos específicos destacados, expressões populares ou até objetos comuns, são elementos inerentes às histórias que em nenhum momento recebem explicações, o que muitas vezes acaba por atrapalhar a compreensão da história e o seu aproveitamento. Explicações essas que poderiam facilmente ocupar um espaço pequeno de até 1,5 cm nos cantos ou final do livro, mas que sua ausência não é justificada por quase nada, uma vez que falta de espaço não é, pois o texto, título e elementos gráficos são centralizados na espinha da página, ficando visível o espaço para o arranjo essas informações importantes.


Em suma, Lendas Japonesas é um livro perfeito para aqueles que conhecem, mesmo que um pouco, da cultura popular japonesa e querem ler histórias que aprofundam o seu repertório, além de ter a oportunidade de admirar as artes da Loputyn nesse momento de leitura, ou fazer o processo inverso para aqueles que leram o quadrinho Francis, ou simplesmente são fãs do trabalho da ilustradora.


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