STARMAN
- Zatara

- 15 de fev. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de jun. de 2023
Há um Homem Das Estrelas esperando no céu Ele gostaria de vir nos conhecer Mas ele acha que nos assustaria Há um Homem Das Estrelas esperando no céu Ele nos disse para não estragarmos tudo Porque ele sabe que tudo vale a pena | There's a Starman waiting in the sky He'd like to come and meet us But he thinks he'd blow our minds There's a Starman waiting in the sky He's told us not to blow it 'Cause he knows it's all worthwhile |
Como nas letras de Ziggy no Álbum Rise and Fall (of Ziggy Stardust and Spiders from mars) a de James Robinson e Tony Harris para o "novíssimo" personagem na DC Comics. STARMAN é o homem das estrelas, esperando no céu… Mas essa história não vai muito longe.
Esse é David Knight, filho de Ted Knight, ambos foram o STARMAN em suas respectivas épocas, mas como podemos ver, a carreira de David como vigilante de Opal City não durou muito. Isso não é necessariamente um spoiler, tendo em vista que essa é uma das primeiras páginas da edição 0 da revista.
Depois dessa abertura chocante, somos apresentados ao verdadeiro protagonista desta história: Jack Knight, filho mais novo de Ted e irmão de David. Jack, ao contrário dos protagonistas clássicos de quadrinhos, não quer ser um super herói, ele quer cuidar de sua loja e viver negociando penhores com possíveis vendedores de garagem. Mas tudo isso muda com a morte de seu irmão, pois Jack precisará vestir o manto da família e se tornar o próximo protetor de Opal City...
...Mas claro, com o seu toque.
A emblemática fase de James Robinson para o personagem, traz consigo, toda a autoralidade britânica do movimento punk que o artista carrega, essa que encontra-se presente nos visuais dos personagens, como a vilã Nash, o próprio Jack e até no estilo do quadrinho. Mas que concilia em uma estética SteamPunk dos cenários e personagens secundários,como o Sombra e o seu pai.
Durante toda a leitura dessa primeira parte dessa fase, desde a primeira edição até as sessões de cartas (que nesse primeiro volume, são preenchidas pelo próprio autor) é nítido a sensação de estar lendo um quadrinho autoral. Como se o autor tivesse colocado grande parte de suas vivências na história.
Para mim, o que traz a cereja no bolo desse quadrinho é a sensação de algo “natural” ao final dele. Como se tudo o que aconteceu no decorrer da história, devesse de fato, ter seguido esse caminho.

Como no álbum citado acima, Starman de James Robinson consegue a façanha de ser uma obra underground, inserida no Mainstream, assim como o icônico álbum de David Bowie.
Ah, e sobre a história, eu deixo os detalhes para o volume 2...

Tony Harris posando para si mesmo para desenhar Jack









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