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Mistérios de Papel

  • Foto do escritor: Saturno
    Saturno
  • 17 de jan. de 2023
  • 3 min de leitura

Existe alguma personagem não complicada e escrita por John Green? Apesar de divertida, Margo Roth Spiegelman é com certeza a personagem de Green que mais tenho vontade de bater (e olha que ele também escreveu a Hazel Grace). A história publicada em 2013 pela Intrínseca conta sobre a coisa mais gostosa que podemos desfrutar: a juventude. Margo invade a casa de colegas? Sim, mas é porque ela é jovem… Ben está desesperado em ter um par para o baile de formatura em um ponto que pode chegar a ser irritante? Sim, mas você sabe que jovens têm essas preocupações… Quentin perdeu a própria formatura para solucionar um mistério dramático e que, se olhar de verdade, era mais uma rebeldia da Margo? Claro que sim! Ele é jovem.


Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.


Antes de qualquer nota e reflexão minha, preciso dizer o quanto eu achei genial a forma como o livro é separado diagramáticamente. Um prólogo, a parte dos fios, da relva, do navio… E AS HORAS, meu Deus, chegou no horas e eu só estava naquele meme do Sheldon de The Big Bang Theory gritando “Eu não preciso dormir, eu preciso de respostas!!”. John Green consegue (acredito que sempre) aguçar a curiosidade de seus leitores e pasmem com spoiler: não precisou matar ninguém! Mas como outros livros que já publicou, é um enigma em tanto.

Apesar de Quentin ser um eterno “eu fiz bagunça… Agora você arruma!” Para Margo, ambos viveram sua vida de colegial muito bem, mesmo Margo não gostando do rumo que ser popular a levou, ainda proporcionou uma aventura ao seu amigo de infância e aos amigos dele, foi embora mas não o deixou só! Na verdade, ainda deixou sua versão original para ele, uma vez que podemos ler que cada amigo ou conhecido de Margo tem uma visão dela, ficando difícil de descobrir qual delas é a versão real e o que ela realmente quer.


“Estou indo embora, e o ato de ir embora é tão empolgante que sei que nunca mais vou voltar, mas e depois? Você continua simplesmente indo embora dos lugares, abandonando-os, vadiando uma jornada perpétua?”

Nem de longe Cidades de Papel é o livro mais impactante do autor, mas é uma leitura divertida e que traz uma boa sensação ao ver Quentin e seus amigos se divertindo e agindo como adolescentes, é gostoso viajar pelas cidades de papel.

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