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  • O Sumiço de Agatha Christie

    Capítulo I: Cenário No banco do veículo havia uma habilitação vencida e roupas femininas, o que, de um modo inicial fez acreditar que a vítima teria se afogado no lago Silent Pool, que ficava a poucos metros dali. A vítima em questão era Agatha Christie, a famosa “rainha do crime”, que não estava passando por um dos melhores momentos de sua vida. Sua mãe veio a falecer naquele ano e seu marido, Coronel Archibald Christie, havia pedido o divórcio com a justificativa de que teria se apaixonado por outra mulher. Sem pensar muito (ou talvez depois de uma longa análise), às 21h45 do dia 3 de dezembro, Agath a desapareceu e, de seu marido, guardou apenas o sobrenome Archibald, com o qual assinou todas suas obras até o fim da vida. Capítulo II:Suspeitos As investigações não demoram a começar, de inicio a polícia não acreditava ser um sequestro, já que não haviam notas ou contatos para um possível resgate combinado. Contudo, não foi difícil achar um fato polêmico:o Coronel havia pedido o divórcio somente depois de iniciar um caso romântico com Nancy Neele, logo o marido tornou-se o principal suspeito. Capítulo III: O melhor e Maior Mistério da Rainha do Crime Agatha Christie e seu desaparecimento fizeram com Londres inteira acompanhasse os jornais como se estivessem lendo um de seus mistérios: atentos para não perder nenhum detalhe e ansiosos para descobrir o culpado do crime. No entanto, a família da dama desesperava-se cada vez mais e pressionavam a polícia para a conclusão do caso e até mesmo o famoso escritor Sir Arthur Conan Doyle, o criador da série de livros Sherlock Holmes (já desvendando outro mistério para vocês: Sherlock Holmes é apenas um personagem), que era um grande amigo da escritora, entrou no caso para auxiliar nas investigações. Capítulo IV: Testemunhas e a Dama que errou o próprio Nome A escritora foi encontrada (irônico para quem escreveu tantos mistérios) dez dias depois do começo das investigações. Um músico reconheceu a autora, ambos estavam hospedados em um luxuoso hotel em Harrogate, n o entanto, Agatha não estava registrada no hotel como Agatha Christie… Mas sim como Teresa Neele… Sim, registrada com o sobrenome da amante (no momento, nova mulher) de seu (ex)marido. Aos funcionários do hotel, ela dizia vir da África do Sul, visivelmente como se estivesse passando por um devaneio (ou apenas fingind o um), ela tratou o marido pelo nome do irmão a primeiro momento ao ser encontrada e, ao ver sua única filha, pensou ser um menino qualquer, devido aos cabelos curtos da jovem. Capítulo V: As Várias Versões de um Mistério Inicialmente, a família afirmou que a rainha do crime havia perdido a memória após um acidente com seu carro na noite do desaparecimento e, por esse motivo, buscaram um tratamento psiquiatra para ela. Porém, nunca houve um diagnóstico e nem mesmo a própria Agatha Christie comprovou esse fato. Outros boatos dizem que o seu desaparecim ento foi minuciosamente planejado devido a traição recém descoberta (e meu voto vai nessa teoria) ou até mesmo para dar popularidade aos seus livros, mas, como todos que já leram as obras da autora, o verdadeiro crime perfeito nunca é realmente desvendado. E então, caro leitor, qual é de fato o desfecho deste mistério?

  • Um labirinto de grandes talvezes.

    “Quem é Você, Alasca?” foi a primeira obra de John Green a ser publicada, mas é muito difícil de acreditar que ele faz histórias tão impactantes desde sempre, que a piada dele ser um dos maiores assassinos literários da história é muito real e é mais difícil ainda acreditar que o cara que escreveu Augustus Waters é o mesmo que escreveu o Miles! Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras. Cansado de sua vidinha pacata e sem graça em casa, vai estudar num colégio interno à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o "Grande Talvez". Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young, uma garota inteligente, espirituosa, problemática e extremamente sensual, que o levará para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez. Mais uma vitima dos adolescentes do Tumblr, o livro conta a trajetória de Miles e seu ano no colégio interno de Culver Creek e, um ponto legal em homens escritos por John Green é: apesar de Miles ser o mais quieto e meio “nerd”, ele não é um cara indefeso como estamos acostumados a ler quando o livro é escrito por um homem. Miles é um babaca e com uma gigantesca síndrome (pessoal) de vítima, mas pelo menos ele fala e age de acordo com seu perfil. O mais irônico é: ele é tudo que Alasca odeia e ainda assim é apaixonado por ela, mesmo que de uma forma completamente platônica. Pior que isso é ver ele se lamentando por nunca ter chances com garotas “gostosas” como Alasca porque elas namoram e ele é só mais um cara estranho, ele se lamenta tanto por amar Alasca que esquece de conhecê-la para amar. O livro é literalmente dividido em um antes e depois e, no depois, vemos os melhores amigos de Alasca Young aflitos de saudades da garota, querendo resolver isso e mesmo sofrendo e vendo o sofrimento alheio, Miles prefere se prender em sua fantasia de um romance totalmente falso do que de fato ver, conhecer Alasca. “Você não pode simplesmente se materializar e depois morrer, Alasca, porque agora eu estou irremediavelmente mudado. Sinto muito por tê-la deixado ir, mas você fez sua escolha. Você me deixou carente de talvezes, preso à porcaria do seu labirinto. E, agora, nem mesmo sei dizer se você escolheu a saída rápida e direta, deixando-me de propósito. Eu nunca a conheci, não é? Não posso me lembrar, pois nunca conheci.” É apenas nas últimas… 5 páginas? Que descobrimos o que realmente aconteceu (mas confesso que se prestar bastante atenção, você descobre antes), assim como é nessas últimas cinco páginas que Miles percebe que: 1- ele não é o centro do Universo; 2- Alasca tinha uma vida e ela não foi escrita apenas a partir dele; 3- Alasca é a protagonista da vida dele e da dele, pois ele permitiu e 4- afinal… Quem é Alasca?

  • Wednesday: A nova encarnação do clássico supera a obra prima original ?

    Com direção de Tim Burtom, a série tem uma ótima trilha sonora com menção honrosa para: "Rolling Stones - Paint it Black" e "Metallica - Nothing Else Matters". Ótimas atuações, com performances imersivas, um humor mórbido e inteligente que cumpre o papel na trama sem tirar o ar de mistério, tem personagens e cenas envolventes, é uma série adulta com classificação indicativa para maiores, o que me surpreendeu! A série tem palavrões e violência explícita mas com pouca ocorrência, a trama com mistérios que prendem a atenção e consegue intrigar audiência, ótimas referências clássicas a Família Addams, Ótima fotografia, figurinos e cenários. Menção honrosa para atuação de Jenna Ortega que dá vida a protagonista, fez um ótimo trabalho interpretando Wandinha Addams, sua atuação dá um ar de curiosidade nos espectadores, nos faz curiosos a tentar entender melhor a personagem, sua forma de pensar e como ela vê o mundo, é uma moça extremamente linda e carismática. Realmente gostei de tudo na série, porém algumas ressalvas, a série tem algumas tramas adolescentes que não são muito importantes e nem muito bem desenvolvidas por completo e finalizadas rápido demais, mas isso é relevado pelo fato do ambiente da trama ser um ambiente escolar com adolescentes, tem clichês clássicos que todo certo tipo de obra tem, que às vezes são até necessários... então esses fatores não incomodam tanto, pois se a audiência realmente ativar sua suspensão de descrença irão conseguir apreciar a obra como um todo. Nota final para obra Wednesday da Netflix: 8.5/10

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