A Culpa é do John Green
- Lauryn Amaral

- 3 de jan. de 2023
- 3 min de leitura
Recentemente completei uma coleção pessoal. Percebi que tenho todos os livros do John Green! E com isso, decidi começar um projeto carinhosamente nomeado "Maratona John Green", onde estou lendo todos os 08 livros publicados com escritas dele e, nesse meio tempo, decidi registrar e compartilhar essa maratona, portanto, daqui para frente, vou estar publicando resenhas sobre essas minhas leituras da Maratona Green.
E é claro que o primeiro título seria o tão aclamado A Culpa é das Estrelas, um dos maiores sucessos do autor e que foi lançado em 2012 pela Editora Intrínseca, este que marcou uma geração de jovens usuários do Tumblr.
"A culpa é das estrelas" narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.
Hazel e Augustus se conhecem em pontos muito extremos de suas vidas: Hazel está tentando sobreviver até chegar o dado dia de sua morte e Augustus Waters está, como ele mesmo diz, em uma montanha russa que só vai para cima! Seu câncer se estabilizou (com uma perna amputada) e agora tenta passar sua positividade para seu melhor amigo, Isaac que ficará cego. O principal ponto da primeira parte do livro é: cada um vê seu câncer de um jeito, tal como diria Hazel, como sua doença de estimação.
Muitos leitores dão Hazel Grace como uma personagem chata e rabugenta, mas a verdade é que ela é só mais uma pessoa que cresceu como vítima do câncer, a altura do tempo que o livro se passa, ela já está conformada com a doença e sua falta de cura, então não esconde seu sarcasmo e muito menos seus comentários mórbidos sobre o câncer, porque ela como uma criança portadora da doença pode fazer isso (como privilégio do câncer).
"Vai chegar um dia em que todos nós vamos estar mortos. Todos nós. Vai chegar um dia em que não vai sobrar nenhum ser humano sequer para lembrar que alguém já existiu ou que nossa espécie fez qualquer coisa nesse mundo. Não vai sobrar ninguém para se lembrar de Aristóteles ou de Cleópatra, quanto mais de você. Tudo que fizemos, construímos, escrevemos pensamos e descobrimos vai ser esquecido e tudo isso aqui vai ter sido inútil. Pode ser que esse dia chegue logo ou pode ser que demore milhões de anos, mas, mesmo que o mundo sobrevive a uma explosão do Sol, não vamos viver para sempre. Houve um tempo antes do surgimento da consciência nos organismos vivos e vai haver outro depois."
Mas como um homem romance, Augustus dá uma nova perspectiva de vida para a Hazel. A garota tem como livro favorito "Uma Aflição Imperial" um livro (ora, ora!) Sobre câncer e Gus, na tentativa de um flerte, lê a obre e se indigna sobre como Hazel leu um livro-enigma a vida toda e nunca saiu em busca de respostas! Como eu disse: cada uma aceita a doença terminal de uma maneira.
Em busca dessas respostas, eles acabam entendendo mais sobre câncer do que com o livro, mais aí está a mensagem do livro inteiro: a culpa não é deles, não é do autor, da medicina e nem mesmo da doença. São coisas que não se prevê e nem se remediam, é uma falha de universo… É culpa das estrelas.






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